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A Vida Não é Senão um Sonho e Vós Sois os
Arquitectos
Uma mensagem de Dana Mrkich,
2 de Setembro 2010

“E se vós
dormísseis? E se, no vosso sonho, fossem para o céu e lá colhessem
uma estranha e linda flor? E, se, quando despertásseis, tivésseis a
flor na vossa mão? Ah, e então?” – Samuel Taylor Coleridge
Vi o filme “A Origem” na semana passada. Adorei, porque me lembrou,
de modo fantástico, as linhas cada vez mais esbatidas da nossa
realidade actual e da realidade do sonho. No filme, Leonard Di
Caprio interpreta o papel de um “arquitecto sonhador”, cujo trabalho
consiste em “inserir” uma ideia no subconsciente de uma pessoa com o
objectivo de a influenciar a fazer algo na sua vida de vigília que,
de outro modo, não faria. O “arquitecto-sonhador” pode inserir – ou
roubar – ideias, criando ou inserindo um espaço de sonho
compartilhado. O “sonho” parece tão real que todas as pessoas que
trabalham no serviço carregam com eles um totem que lhes dirá se
eles estão na realidade do sonho ou na sua realidade habitual. Por
exemplo, Di Caprio tem um pião que gira sem cair se ele estiver no
mundo dos sonhos.
Enquanto via o filme, eu pensava em algo que os meus guias me dizem
o tempo todo “a realidade é o que pensas que é”. No seu nível mais
elementar, isto significa que a vossa percepção determina se vós
pensais que uma experiência é grande, ou dura, ou transformadora ou
abundante ou escassa. Todos nós temos leis mentais e energias
emocionais que influenciam a nossa percepção e, é por esse motivo,
que duas pessoas nunca estão verdadeiramente a viver na mesma
realidade, ainda que estejam a partilhar uma experiência. Num nível
mais fisicamente tangível, isto significa exactamente o que diz: a
realidade é o que vós pensais que é. A vossa vida hoje é exactamente
um instantâneo do que, a um determinado ponto, haveis pensado,
sentido e acreditado. A vossa saúde, a vossa conta bancária, casa,
relações e trabalho são representações físicas directas que vos
mostram realmente, de modo claro, o foco e o sabor dos vossos
pensamentos dominantes, sentimentos e crenças. O que é animador,
agora, é que todos nós estamos a despertar para a compreensão de que
vamos criando à medida que vamos andando! Estamos a criar de maneira
consciente em oposição à criação subconsciente.
O que significa isto? Significa que o nosso estado de saúde ou a
nossa conta bancária de hoje não têm nada a ver com a forma como as
coisas vão estar amanhã – a não ser que o queiramos. Elas são,
simplesmente, o resultado daquilo em que vos estivestes
predominantemente a focar nas vossas cadeiras de “arquitectos de
sonhos”, durante dias, meses e anos até agora. Vós estais vivendo o
vosso próprio filme pessoal. Estais a viver e a criar o vosso
próprio sonho pessoal. A única razão pela qual nós repetimos as
cenas é porque ninguém nos ensinou que não temos que o fazer.
Ninguém nos ensinou que somos os argumentistas do nosso próprio
filme, que somos os arquitectos do nosso próprio sonho e que podemos
projectar a realidade da maneira que nós queremos.
Fomos ensinados que a nossa realidade energética vibratória é o
nosso mundo do sonho e que a nossa realidade física é o nosso mundo
real, quando o oposto parece ser a verdade. A nossa realidade
energética vibratória é mais o nosso mundo real, pois é onde está o
nosso verdadeiro poder de criar mentiras. É onde as nossas
ferramentas de pensamento, crença e sentimento estão. É aí que estão
os nossos problemas de sabotagem e os velhos padrões. Se queremos
mudar alguma coisa na nossa vida, temos que entrar nos nossos campos
de energia vibratória porque é onde tudo tem origem! A energia é o
composto de modelagem(1) do universo. Podeis moldá-la e puxá-la e
usá-la da maneira que gostais. Ela aparecerá na vossa vida
exactamente da maneira que haveis pensado que ela o fará. A nossa
realidade física é simplesmente o resultado do nosso jogo
energético.
O nosso eu superior existe predominantemente nos campos de energia
vibratória mais altos, assim, para alguém que lê o pensamento, não
podemos substituir a maior necessidade da nossa alma para
experimentar alguma coisa que não escolheríamos necessariamente, de
modo consciente, com o propósito de crescimento, ou não devíamos
tentar manifestar alguma coisa que não esteja em sintonia com o
nosso autêntico desejo; eu não estou a sugerir que, em conexão com o
nosso “arquitecto sonhador”, nos voltemos para as aberrações do
controlo do ego. Não recomendo colocar o nosso ego no comando da
nossa arquitectura do sonho. Idealmente, nós queremos entrar no
nosso papel de “arquitecto sonhador” em alinhamento com o nosso
autêntico eu superior. Relembro que o papel de “arquitecto sonhador”
é um dom para ser usado com sabedoria. É um indício positivo e
animador que milhões de pessoas ao redor do mundo estejam a
recordar-se deste dom, porque é um sinal, eu acredito que estamos a
entrar, colectivamente, no nível de maturidade exigido para que o
usemos de modo consciente e responsável.
Muitas pessoas estão, neste momento, a despertar da ilusão de que o
nosso mundo físico é o mundo mais “real” ou o único mundo, e a
esfregarem os seus olhos do sono para verem que existe um outro, um
mundo maior disponível para eles. Isto, na verdade, pode parecer
bastante confuso, chocante e até perturbador ao início. Faz-me
lembrar a personagem do Jim Carrey, no programa O Truman, que
descobre toda a sua vida inteira tinha sido um grande espectáculo da
realidade e, depois de anos a pensar que a vida tinha que ser de uma
maneira, descobre que a vida funciona num outro jogo todo com novas
regras.
Mesmo aqueles de nós que se sentiram bastante despertos durante
muito tempo podem achar difícil deixar ir o aperto da mente sobre a
velha realidade, pela insistência do ego de que “Algumas coisas têm
que ser justamente difíceis” ou “É preciso dinheiro para viver e eu
não posso ganhar dinheiro a fazer o que eu amo”. Como disse Henry
Ford, “O que quer que penseis que podeis, ou que penseis que não
podeis, estareis sempre certos.”. Vigiai os vossos pensamentos agora
mais do que nunca. Alguma vez pensais: “é apenas da maneira que tem
que ser” ou existe alguma coisa que penseis que é impossível de
alcançar? Tendes um sonho ou um objectivo que continuais a reprimir
porque não conseguis imaginar como é que ele pode acontecer? Que tal
começardes a imaginá-lo a acontecer? E se decidísseis brincar com
esta ideia de serdes o vosso próprio “arquitecto sonhador”? Como
seria o vosso sonho? O que sonhais ser? Se pudésseis criar a vossa
visão do sonho, o vosso mundo, sem limites, como seria ele?
“Não adianta tentar, disse Alice; não se pode acreditar em coisas
impossíveis.”
“Eu ouso dizer-te que não tens muita prática, disse a Rainha. Quando
eu tinha a tua idade, fazia-o sempre meia hora por dia. Porque, às
vezes, eu acreditava em tantas como seis coisas impossíveis antes do
pequeno-almoço.”
- Lewis Carroll
O nosso maior obstáculo é a falta de crença da nossa mente na
realidade e na validade do mundo do “sonho” e a falta de crença do
nosso ego em qualquer coisa que não possa ver, ouvir, tocar, provar
ou cheirar com os seus cinco sentidos. O “mundo do sonho” existe
numa vibração mais elevada e, por isso, é óbvio que a mente não pode
compreender de maneira lógica nem o ego o pode perceber! É como se
alguém com acesso apenas a 5 estações de televisão públicas
recusasse rigidamente aceitar que há, literalmente, centenas de
outros programas disponíveis para as muitas pessoas ligadas em
satélite!
Por vezes, não é a nossa recusa em acreditar que nos impede de nos
abrirmos plenamente para a realidade do nosso sonho, é a falta de um
quadro de referência – simplesmente nós nunca tivemos esta
experiência antes. Tenho visitado muitos clientes ultimamente que
deram o salto quântico de casamentos infelizes para o encontro com
as suas almas-gémeas, de passarem de empregos infelizes para, de
repente, se encontrarem dispensados e livres para finalmente fazerem
o que sempre quiseram fazer. Outros recebem convites inesperados
para viagens ou doações financeiras. É como se alguém derrubasse os
véus e gritasse alegremente “Bem-vindos à Terra dos Conto de Fadas
onde todos os sonhos se tornam verdade”! Vinde, vinde, há muito para
ver e ainda mais para fazer!”. O que faz a maioria de nós quando
isto acontece? Nervosamente, saímos pela cortina, atrevendo-nos
apenas a dar uma pequena olhada nesta misteriosa até-agora Terra de
Contos de Fadas. Quero dizer, encontrar almas-gémeas e fazer o que
amais na vida só acontece nos contos de fadas, e os contos de fadas
não são reais, são? Bem, adivinhai? Estão destinados a tornarem-se
reais.
A nossa vida de contos de fadas esteve sempre destinada a ser a
nossa vida real. Muitos de nós estamos a despertar para esta vida
neste momento mas, lutámos por tanto tempo no velho sonho que
acabámos por acreditar que ele era a nossa realidade e estamos a
achar difícil deixá-lo ir. Ainda por cima, os outros tentam
convencer-vos de que estais a sonhar por acreditardes na Terra dos
Contos de Fadas, e pedem-vos que acordeis, que entreis na realidade
e que volteis para o mundo real, que é na verdade o velho mundo do
sonho do qual viestes aqui para acordar!!!
Estou apaixonada para usar o nosso despertar não apenas para as
nossas vidas pessoais, mas para ver o nosso despertar pessoal como
uma parte integrante de um grande quadro: o despertar de uma nova e
mais poderosa Terra e humanidade. Assim, não quero insensivelmente
insinuar que no nosso novo mundo não há problemas e que tudo é
perfeito e, que de alguma maneira, não teremos mais pessoas a viver
na pobreza ou pobres saudáveis, ou que não temos responsabilidades
com aqueles que ainda vivem nessa realidade. (Embora esteja bastante
segura que, com o tempo, o nosso futuro parecerá cada vez mais
equilibrado e maravilhoso para cada vez mais pessoas). De
preferência, o nosso mundo recentemente construído é um lugar e um
espaço a partir do qual podemos usar a nossa consciência mais
conscientemente! Podemos usá-la para lidarmos com os nossos
problemas, sejam eles pessoais ou internacionais, de um modo mais
harmonioso. Podemos usá-la para ajudar os nossos irmãos e irmãs de
uma maneira mais prática, mais útil. Podemos usá-la para interagir
com a Terra de uma maneira mais atenciosa. De novo, existe uma
grande diferença entre um ser um arquitecto sonhador do vosso ego ou
um arquitecto sonhador do vosso autêntico eu superior.
Então, entrai no vosso Eu Arquitecto Sonhador e começai a construir.
Os vossos instrumentos são os pensamentos, crenças e sentimentos. O
vosso cabo de alimentação é a vossa conexão com a Energia da Fonte,
que muito habilidosamente vos fornece um GPS seguro que aparece como
a vossa intuição e sincronismo. Os vossos instrumentos cabo de
alimentação e GPS conduzir-vos-ão de modo natural para as acções e
oportunidades que vos ajudarão a materializar a vossa visão do sonho
no plano físico. Edificai com a atitude de que nada é impossível e
que tudo é possível. Acontece nos vossos sonhos a toda a hora
“Estava sentado num cavalo e ele transformou-se num carro e
subitamente eu estava em Paris”. Deste modo, se isso pode acontecer
nos vossos sonhos, pode acontecer na vossa vida física, porque, em
algum nível de consciência, isso aconteceu!!
Quando a nossa mente e ego pensam que estamos apenas a brincar ou a
imaginar ou a sonhar, as defesas baixam. Assim, deixai o vosso
jornal e fazei uma brincadeira com isto: “Se a vida fosse um
sonho…………...........”. Incluí informação sobre cada área da vossa
vida, e alargai-a mesmo ao modo como vedes o vosso grande mundo
ideal. Principalmente, incluí as coisas que vos fazem felizes,
porque a ferramenta do “sentir-se feliz” é uma das mais poderosas do
kit de construção. Diverti-vos!!
1 - Play-Doh é um composto de modelagem usado por crianças para arte
e projectos artesanais em casa e na escola. Composto de farinha,
água, sal, ácido bórico e óleo de silicone, o produto foi fabricado
em Cincinnati , Ohio , E.U.A. como o papel de parede mais limpo em
1930.
Dana Mrkich 2010. É concedida
autorização para partilhar este artigo livremente na condição de ser
creditado o nome do autor, e o URL URL
www.danamrkich.com
seja incluído.
Tradução: Ana Belo –
[email protected]
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