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O INFINITO
HUMANO - INTELIGÊNCIA
Mensagem de Scott Rabalais
10 Agosto 2010

Considerai a inteligência do cosmos, a consciência da existência, a
sabedoria de tudo o que é. É inimaginável para as nossas mentes
finitas começar sequer a envolver os nossos braços em volta da
consciência infinita. Até mesmo a nossa actual Internet é uma
infinitésima fracção do conhecimento total do cosmos, um grão de
areia relativamente a toda a existência. A infinita inteligência é a
consciência de tudo o que é, sempre foi e sempre será. É a
totalidade da existência em si.
Talvez a inteligência possa ser vista como uma vasta rede de energia
que é o cosmos, em que cada faceta dessa energia está completamente
consciente de todas as outras suas facetas. Uma pedra de uma
montanha no Peru está plenamente consciente de um único grão de
poeira em alguma galáxia distante. A energia do cosmos é
auto-consciente a um grau infinitesimal.
Cada ser humano é um aspecto desta inteligência infinita. Como a luz
e a energia, nós somos parte do tecido da existência, e somos a
própria existência. A um nível profundo, nós estamos conscientes de
cada fragmento de cada átomo do cosmos. Estamos conscientes da
borboleta que borda as planícies de África e da foca bebé da
Antárctida. Não há nada que escape ao nosso alcance, enquanto
“membros” da existência.
Como seres humanos, não estamos equipados para sermos conscientes da
totalidade da inteligência infinita. As nossas mentes são capazes de
processar os estímulos dos cinco sentidos no nosso ambiente imediato
e de pensar e de sentir num nível relativamente limitado,
relativamente à enormidade de toda a existência. Felizmente, somos
capazes de aceder a inteligência infinita muito no sentido em que
podemos procurar por um simples facto na Internet ou numa grande
livraria.
Este é um processo pelo qual a luz, a energia e a informação são
“canalizadas” da inteligência infinita para pequenas porções
decifráveis na nossa consciência. Este processo envolve a
inteligência infinita, a energia, a alma, o cérebro, o pensamento e
a nossa consciência.
Cada ser humano é uma alma, que pode ser definida como a
personificação da luz. A alma é tão real ou irreal como qualquer
outra coisa no cosmos, é composta de luz/energia e vibra numa
frequência específica. É este aspecto do oceano da existência que
constitui o nosso eu espiritual, ou aquilo que podemos chamar de o
nosso eu infinito. E, no entanto, é da luz única e em unidade com
toda a existência. Sem a percepção da separação na luz não existe
nenhuma alma real, apenas luz pura e infinita luz.
Com o propósito de nos vermos a nós próprios como uma “identidade
espiritual” ou “personalidade espiritual”, consideremos a alma como
um acúmulo das nossas experiências de luz. A alma é uma partícula de
luz, se quiserdes, que apenas existe na percepção como uma
identidade única, embora seja inteiramente de luz e a própria luz.
Por outras palavras, como uma gota de água do próprio oceano pode
ser percebida como uma gota separada; a gota é o próprio oceano e
contém todas as qualidades do oceano. Se é considerada ou não como
uma gota é apenas uma questão de percepção.
A alma, sendo de luz, é a própria inteligência infinita. É
omnisciente, o que torna cada ser humano num ser omnisciente. A alma
tem a capacidade de explorar a consciência infinita e de a entregar
às nossas mentes, na qualidade de receptores, o que é do bem mais
elevado. Num sentido, a alma age como um motor de busca Google,
capaz de aceder a toda a informação e possibilidades num instante,
de seguida entregar-nos a informação específica ou a energia do
pensamento.
Podemos considerar que a alma é de natureza pessoal, sendo uma
personificação da luz. O propósito de cada alma é experimentar e
expandir-se em consciência, de modo a alimentar a experiência
cósmica. Cada alma tem o seu “direito próprio” de experiência e
alimentará o cosmos na sua única maneira original. Não existe nenhum
julgamento da experiência, nem bom nem mau, nem a experiência de uma
pessoa é considerada como mais ou menos importante ou mais ou menos
valiosa do que a de qualquer outra. Nós alimentamos o cosmos com uma
variedade de experiências infinitas e ele alimenta-nos de volta com
tudo o que é.
A natureza da alma é a da luz, e é a luz que procura uma maior
consciência. Assim, as almas movem-se na direcção do crescimento
(expansão da consciência). A energia da alma é benevolente,
sustentadora, protectora e cuida de nós. O que traz para a nossa
consciência é sempre para o nosso bem maior, independentemente das
aparências. Sendo única na nossa “personificação” da alma, ela
trar-nos-á experiências originais em relação a qualquer outra alma –
e, em última análise, ela realiza.
A alma é a “criadora” da nossa realidade, atraindo para nós tudo o
que serve a sua inteligência infinita. Trabalha através do veículo
do pensamento, o qual é de luz e de vibrações específicas. O
cérebro-mente é o receptor/transmissor que é capaz de ler a energia
da alma e de a converter em pensamentos e sentimentos, a fim de que
a experimentemos na nossa consciência.
A capacidade de ser consciente da luz que é transformada em
pensamento/sentimento é chamada de intuição. É através da intuição
que nós somos capazes de aceder à inteligência infinita e, deste
modo, criar a realidade fora da consciência plena em vez de, apenas,
a consciência relativamente infinitesimal das nossas mentes
pensantes.
É imperativo que os humanos pratiquem a quietude da mente pensante,
pois é apenas no silêncio que somos capazes de ouvir a voz da nossa
alma. É o silêncio que permite ainda a expressão livre e natural da
energia da alma, uma partilha dessa energia de volta para e através
do cosmos. O ser humano que domina a quietude da mente está bem no
caminho para experimentar uma sensação magnífica e divina da
realidade.
A intuição é a quietude, o silêncio, a calma, a pequena voz que fala
de dentro. Pode ser experimentada através de qualquer dos cinco
sentidos e/ou através de um apurado sentido cinestésico. É
inequívoca na sua sensação energética, caracterizada por uma
frequência que a distingue do pensamento “típico” da tagarelice da
mente.
Abundam histórias dramáticas de avisos intuitivos que contornaram a
mente racional somente para trazer um grande benefício aos que estão
no domínio da expressão desse pensamento. Talvez alguém seja
alertado no meio de um sono profundo para despertar e ir verificar
um vizinho, unicamente para descobrir fumaça a elevar-se da casa
dele. Ou, num exemplo mais comum, quantas vezes escapámos de
acidente de tráfico, alertados por um pensamento que, aparentemente,
surgiu do nada? A inteligência infinita vê tudo, sabe tudo e
comunica-nos instantaneamente, de modo a criar a realidade que diz
respeito à consciência da nossa alma.
Exemplos mais comuns que não envolvem esses dramas podem incluir
orientação sobre onde morar, o que comer, que emprego aceitar, como
gastar dinheiro ou telefonar a um amigo. A orientação intuitiva está
lá para ser solicitada em cada situação, independentemente do grau
de percepção da sua importância para nós.
A intuição pode dar-nos uma orientação que chega sem razão ou
compreensão, indicando, por exemplo, que nos devemos meter no nosso
carro e conduzir em direcção a leste. Nós seguimos estes apelos
intuitivos e confiamos que a inteligência infinita é consciente, a
um nível mais expandido, do objectivo da viagem. O raciocínio e o
entendimento poderão, depois, ser usados em retrospectiva.
Os curiosos de entre nós podem perguntar porque é que a inteligência
infinita não nos diz com antecedência os números da lotaria ou o
cavalo vencedor das Corridas de Cavalos de Kentucky. Podia-se ganhar
fortunas! Isto porque a alma fornece informação e orientação
relativas ao seu crescimento, o que não significa necessariamente
crescimento financeiro. A alma está interessada na experiência e na
consciência, não necessariamente na “engorda” da carteira. A alma
concede o que é necessário, não necessariamente o que se quer.
O ser humano está destinado a viver de acordo com a inteligência
infinita. Do mesmo modo que a liberdade, é quem nós somos e temos
todo o direito de lhe aceder para o nosso próprio bem-estar. Viver
de acordo com a nossa consciência infinita permite-nos experimentar
o topo da montanha como nada mais permite. Conceder-nos-á uma
experiência que constitui a obra-prima da realidade. Ouvir e
expressar a inteligência infinita através da alma constitui a mais
elevada expressão para um ser humano neste planeta. É o que estamos
aqui para ser, e é o que estamos aqui a fazer.
Direitos de Autor Scott
Rabalais – É concedida permissão para copiar e distribuir este
artigo de forma livre na condição de que o nome do seu autor seja
incluído no mesmo.
Tradução: Ana Belo
[email protected]
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