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Eu Sou o que Sou, o Adamus
Saint-Germain original e que nunca deve ser imitado. [Risadas]
Sejam todos bem-vindos à reunião. Aproveitem o momento para respirar
fundo, sentir por um instante que existe uma energia nesta sala. Ela
fica estalando. Está pipocando. É uma energia elevada. Elétrica! É
uma energia de empolgação. Conseguem senti-la? É densa. Está no ar.
Está no espaço entre todas as moléculas do ar. Está em todo lugar.
Ela acontece quando vocês ficam juntos. Acontece quando vocês deixam
de duvidar por um instante. Ah, não seria ótimo... escutei a
conversa de vocês antes... não seria ótimo se pudessem inventar um
aplicativo para a eliminação da dúvida? [A plateia concorda.]
Imaginem um instante como seria a vida de vocês se parassem de
duvidar de quem vocês... Você sabe quem você é, meu amigo! [Ele fala
com Pete.] Vocês já sabem, mas duvidam. Vocês questionam. E é como
um jogo, não é? Não é verdade? Não é como um jogo de duvidar de si?
Não tem um quê de sensual nisso? De sedutor? [Ele olha para Kerri.]
KERRI: Só gosto de jogar se puder ganhar!
ADAMUS: E você está ganhando?
KERRI: Não estou.
ADAMUS: Então, por que está jogando?! [Risadas]
Imaginem um instante... Ah, você sabia que eu ia fazer isso. [Muitas
risadas quando ele pega o “chapéu verde de duende” de Kathleen e o
coloca.] Pareço um cowboy duende hoje. [Mais risadas quando ele faz
pose para a foto.] Tenho que fazer isso para o álbum de recortes.
Sim. Sim.
Imaginem, se vocês pudessem... vou ficar com ele [referindo-se ao
chapéu]... se pudessem acabar com a dúvida. Isso não liberaria um
monte de energia?
LINDA: Quer um acessório elegante?
ADAMUS: Com certeza! Sim, estou me sentindo meio nu aqui hoje.
LINDA: Quer experimentar isto? [Linda lhe entrega um presente.]
ADAMUS: Pra moi? (N. da T.: Pronuncia-se “muá”, mim, em francês.)
LINDA: Vai abri-lo?
ADAMUS: Claro. Eu não sabia que chegaria aqui e receberia um
presente.
LINDA: Você anda se queixando muito. Achei que seria hora de
paparicá-lo.
ADAMUS: Me queixando? [Risadas]
LINDA: É.
ADAMUS: Eu diria “fazendo comentários”. [Ele abre o presente.] Ahhh...
ah, ah, ohhhh! [Ele segura e admira o presente.] Ahhh! [É um colar
de prata com um medalhão com pedras.]
LINDA: São rubis.
ADAMUS: Você me nomearia cavaleiro? [Ele se ajoelha na frente dela.]
LINDA: Sim, sim, são rubis. Depois! [Ela está dando um sorriso
amarelo.]
ADAMUS: Isso significa outra coisa.
LINDA: Ah.
ADAMUS: Ah, sim. Joias. Ahh.
LINDA: Rubis!
Ouro, Joias & Cristais
ADAMUS: Rubis, ah. Vou me desviar do assunto um pouco aqui.
Deixem-me falar rapidamente sobre joias, pedras preciosas, ouro.
Adoro ouro. Como todo mundo. Olhem os preços hoje em dia!
LINDA: Me dê dinheiro que lhe dou ouro. [Risadas]
ADAMUS: Ouro é um metal fascinante. O ouro é belo porque era
utilizado, e ainda é, por alquimistas de energia para, basicamente,
equilibrar qualquer processo de transmutação. É utilizado por
alquimistas para suavizar... sempre que há uma mudança ou uma
alquimia na energia, o ouro encontra um jeito de equilibrar e
refinar essa energia, removendo as arestas. É por isso que os
alquimistas, por tanto tempo, falaram do ouro. Todos pensavam que
eles estavam produzindo ouro, mas não. Eles estavam usando o ouro
como parte do processo.
Muitos faraós e outros seres elevados foram enterrados com ouro. Por
quê? Porque não queriam que os filhos canalhas ficassem com ele?
Não. Porque, na verdade, ele ajudava na transmutação da forma de
humano para a forma de espírito; ajudava a tornar o processo da
travessia um pouco mais fácil. Vocês não precisam de muito. Digo,
vocês podem usá-lo no corpo, carregá-lo no bolso. Vocês não precisam
de muito. Do tamanho de uma ervilha... e acho que já seria muito
hoje em dia... mas é o bastante. Quando vocês entram nesse processo
da própria transmutação, da alquimia pessoal em direção ao Corpo de
Consciência, o ouro ajuda a suavizá-lo um pouco.
Joias. Adoro joias. Cristais. Vocês são seres cristalinos; têm,
literalmente, cristais dentro de si neste momento. Não são,
necessariamente, físicos, mas vocês têm estruturas cristalinas que
mantêm seu espírito, seu corpo, sua mente, tudo, supostamente,
fluindo harmonicamente; estruturas cristalinas que permitem que essa
rede de comunicações dentro de vocês se estabeleça. Assim, esses
cristais [levantando o medalhão de rubis no colar] meio que
relembram seu Corpo de Consciência.
Os cristais, numa época, armazenavam tremendas quantidades de
energia. Quando os seres angélicos vieram semear a Terra com energia
em forma de vida, eles trouxeram uma energia cristalina. Não
significa que eram cristais físicos. Mais tarde, eles se
transformaram em cristais físicos. Mas eram estruturas energéticas
cristalinas.
Os cristais que foram criados por Gaia, pela Terra, literalmente,
continham tremendas quantidades de energia. Os atlantes, em
particular, sabiam... como se diz... fazer esses cristais soarem ou
ressoarem, vibrarem em harmonia com suas energias e, portanto,
suprirem energia do modo como vocês usam agora a eletricidade. A
eletricidade é algo muito rudimentar, mas o fato é que a energia dos
cristais da Terra foi embora há tempos. Mas está voltando.
Os cristais, na verdade, quando usados por determinados indivíduos
como vocês, na verdade, são um lembrete para a sua forma cristalina,
um lembrete para as energias – se usados pela pessoa certa – para
atrair Nova Energia. Não quero entrar numa longa discussão agora
sobre o significado dos diferentes cristais, o significado das
diversas pedras, até porque vocês, sozinhos, já devem fazer uma
ideia. São rubis, diamantes, safiras e todas as outras. O importante
é que elas não contêm mais a energia. Nem o ouro contém a energia,
mas, quando ficam junto de vocês, trazem equilíbrio, permitem o
fluxo e ainda por cima caem muito bem. [Risadas]
Liberando a Dúvida
Bom, vamos voltar para a dúvida. Imaginem se vocês pudessem,
simplesmente, respirar fundo e liberar a dúvida que têm sobre quem
vocês são, sobre o que estão fazendo. O que cria essa dúvida? O que
a mantém lá? O seu passado, a sua história, todos esses pensamentos
nesse depósito de lixo mental chamado cérebro que lembra vocês:
“Não, você é só humano. É só um otário, que cometeu erros.” A mente
quantifica isso como erros, mas não são. São apenas experiências.
Então, e se... e se pudéssemos... Olá, querida. [Ele fala com alguém
da equipe.] Sim. [Ele pega uma ilustração de Quan Yin.] Tivemos bons
momentos juntos. Mas é outra história. [Algumas risadas] Então, e se
vocês pudessem respirar fundo e liberar as dúvidas? O que impediria
você de fazer isso, Kerri?
KERRI: Minha mente?
ADAMUS: Vai jogar a culpa na mente? Não, você. Você. Você é que
impede. Então, e se você pudesse, simplesmente, respirar fundo e
liberar essas dúvidas?
KERRI: Eu ia gostar.
ADAMUS: Certo, vamos fazer isso. Vamos fazer juntos. O incrível é
que vocês sabem quem vocês são. Vocês realmente sabem. Mas, depois,
a dúvida chega como um nevoeiro de São Francisco e, então, vocês
fingem que não sabem. Talvez com medo que os outros os menosprezem.
Bem, eles menosprezam de qualquer forma, então, simplesmente,
respirem fundo.
Vamos fazer juntos. Respirem fundo e liberem essa dúvida. Ela não
combina mais com vocês. As joias ficam muito melhor em vocês. A
dúvida não ressoa com seu novo Corpo de Consciência. Não, mesmo. A
dúvida não tem lugar aí. Então, vocês podem ser transmutadores, quer
estejam carregando ouro com vocês neste momento ou não. Vocês podem
transmutar toda essa dúvida em pura energia. Vocês podem transmutar
todas essas lembranças que estão aqui sobre o que vocês pensam que
fizeram de errado ou de ruim em apenas energia de experiência.
Uma das minhas coisas favoritas é quando um humano que passa pelo
despertar ou pela ascensão, iluminação, enfim, tem um daqueles
grandes momentos “ah-ha”. Após existências de luta, tentando
entender o sentido das coisas, enfim, vocês percebem que nunca vão
entender o sentido das coisas aqui. Não dá. Isso tira um peso. Vocês
nunca vão entender, jamais. Então, parem de tentar, por favor. Vocês
nunca entenderão o sentido daquilo que aconteceu quando vocês eram
jovens; nunca entenderão o sentido de uma vida passada. Vocês nunca
entenderão os aspectos, então, parem de tentar. Essas coisas não
foram projetadas pra serem entendidas. Não foram projetadas pra
serem compreendidas mentalmente. Foram projetadas como experiências.
Então, de vez em quando, temos esses seres incríveis que, de
repente, conseguem um grande “ah-ha”: “Foi apenas uma experiência.
Nem certa nem errada. Nunca vou entender isso em termos
psicológicos, em termos teóricos.” Não queiram entender isso a
partir desse ponto de vista, porque, daí, vocês perderão a
experiência.
Então, vamos respirar fundo juntos.
Vocês não precisam mais duvidar. É o Eu Sou o que Sou. Vocês acham
que há lugar para a dúvida no Eu Sou? [Pausa curta] Não é pra
refletirem sobre isso! [Risadas] Mas, com certeza, não; com certeza,
não.
Queridos Shaumbra, todos vocês, todos que estão assistindo... [Ele
olha para a câmera.] Sim, convidamos vocês para este espaço aqui.
Linda de Eesa me repreende, de vez em quando, por não expressar
reconhecimento por essa família ao redor do mundo e, hoje, isso vai
além dos humanos que estão aqui, apenas. Tenho uma surpresinha pra
vocês daqui a alguns minutos. [Alguém diz “uh-hu” e Adamus ri.]
Assim, queridos Shaumbra, vocês escolheram um caminho árduo. Daria
um bom nome de livro. [Shaumbra diz: “Éééé!”) Éééé, volumes de
livros. Um bom título para um aplicativo. É, com certeza. “O Caminho
Árduo”.
Vocês escolheram o caminho árduo. Vocês passaram muitas existências
tentando entender seu relacionamento com Deus, com a Terra, com
outros humanos. Enfim, chegaram ao ponto em que, muito empenhados,
muito apaixonados, disseram: “Isso é tudo que eu quero. Quero me
lembrar de Deus, o que quer ele venha a ser.” A maioria... não, cada
um de vocês aqui, cada um que está escutando assumiu esse
compromisso profundo consigo mesmo de conhecer o Espírito, de novo.
Vocês sabem que há um Espírito ou como queiram chamar... o Eterno, a
Fonte... vocês sabem que há. Vocês podem quase senti-lo, quase
percebê-lo e vivenciá-lo, mas, então, ele se torna muito vago.
Parece que some. Mas vocês o perseguem apaixonadamente e dizem:
“Nada mais importa.” E vocês estão certos. Estão absolutamente
certos. No final, nada mais importa.
Os humanos, de certa forma, se distraem com o pensamento de que
existem outras coisas que importam. Eles se distraem e, algumas
vezes, de fato, chegam a se divertir em suas buscas, com seus
amigos, seus familiares, mas cada um de vocês sabe que, no final,
nada importa além de se recordar. Tudo se reduz a isso.
Vocês disseram: “Farei qualquer coisa.” Cantamos uma música aqui com
Hannibal sobre isso. [Ele está se referindo ao Shoud de 4 de
setembro de 2010.] “Farei qualquer coisa.” E vocês fizeram. Vocês se
sacrificaram muito. Vocês sofreram tremendamente. Vocês enfrentaram
muita coisa, não só por si próprios, é verdade, mas pelos outros –
pelos outros humanos, por aqueles que vocês conhecem e amam, pela
humanidade, por suas famílias angélicas. Vocês enfrentaram muita
coisa, e eu digo que foi um caminho árduo pra todos vocês.
As Coisas Estão Mudando
Vocês podem ter reparado... sei que repararam, que sentiram... que
isso está começando a mudar. Está começando a melhorar de muitas
maneiras diferentes. Felizmente, vocês não estão se colocando nas
situações de sofrimento, de confusão e de dúvida em que costumavam
se colocar. Felizmente, vocês estão relaxando no caminho para a
ascensão, para o despertar. Ainda bem que ouviram as palavras de
Kuthumi e Tobias: “Vai acontecer de qualquer jeito.” Vocês já estão
lá. Vocês já ascenderam. Vocês já chegaram em seu Terceiro Círculo
ou na sua soberania e, agora, estão, simplesmente, vivenciando como
chegaram lá. E essa é, na verdade, a parte divertida, porque vocês
podem escolher qualquer coisa que queiram. Vocês dizem com olhos
duvidosos, olhando pra mim: “É sério, Adamus?” Falaremos sobre isso
daqui a pouco.
Então, queridos Shaumbra, vocês estão começando a reparar que está
começando a mudar e, agora, é a melhor época pra todos vocês
realmente permitirem que aconteça.
A querida Linda tem perguntado por que, depois de anos brigando com
o peso – os Shaumbra, aqueles que passam pelo despertar –, de
repente, isso está ficando mais fácil, está diferente. Bem, por
algumas razões. Vocês não estão mais punindo o corpo como costumavam
fazer; estão gostando dele. Agora, alguns que vão começar uma dieta,
e sabem o que Tobias dizia sobre dietas... Eu não me prendo tanto
aos detalhes como Tobias no que se refere a isso, mas vocês estão
começando a dizer: “Agora, vou me permitir perder peso.” E, sabem,
uma coisa engraçada acontece. Vocês largam essas dietas por cerca de
30 dias e o peso acaba se estabilizando sozinho. É, vocês terão
alguns altos e baixos, mas, de repente, o corpo se ajusta. Seu corpo
não precisa carregar peso extra, achando que pode passar fome ou,
vejam bem, necessitando de conforto emocional. O peso extra vai
embora e vocês dizem: “Cara, até que foi fácil.” Bom, pensem no que
vocês passaram até chegar nesse ponto, mas, sim, fica fácil. Fica. O
corpo sabe como se alimentar.
Seus sistemas de energia estão todos mudando. O modo como vocês se
interligam com vocês mesmos e tudo mais está mudando, e realmente
ficando mais fácil.
Senso de humor. Vocês, pessoal, humanos, Shaumbra não eram tão
divertidos há dez anos. [Risadas] Ainda bem que Tobias era muito
mais paciente. Mas vocês eram realmente tensos, muito sérios, e
agora conseguem rir de qualquer coisa. Por quê? Porque é tudo meio
engraçado mesmo. [Mais risadas] É, sim. E vocês são capazes de rir
de si mesmos, graças a Deus, porque eu rio de vocês há muito tempo,
[risadas] e até que enfim vocês conseguem rir juntos! [Ele se
aproxima de Sart, que está usando uma peruca engraçada.] Isto é um
exemplo de diversão, de como se divertir! [Mais risadas]
Então, vocês conseguem rir de si mesmos, vocês conseguem rir do
mundo à sua volta. Isso fica mais fácil e vocês não precisam... [Adamus
dá um beijo na aniversariante idosa que está na plateia.]
MULHER SHAUMBRA: Obrigada!
ADAMUS: Fica muito mais... desculpe, desculpe, sinto muito, não
quero... [Ele está passando pela fileira de cadeiras.] Tá, tudo bem,
é... Fica muito mais fácil. Estou falando isso tudo porque, sim,
vocês estão mudando. Quer saibam ou não, quer gostem ou não, vocês
estão mudando. Estão permitindo que suas energias se reúnam como um
Corpo de Consciência, como um ser soberano. A mente está mudando o
modo como funciona. Por favor, parem de se preocupar que estejam
ficando malucos. Vocês não estão. Todos os seus sistemas estão
mudando.
Agora, eu poderia fazer uma revisão aqui [mostra o quadro] e colocar
num gráfico exatamente o que está acontecendo, mas não vou. Por quê?
[Alguém responde e ele repete.] Porque continua mudando. Além do
mais, ficaria muito mental e, daí, vocês começariam a tentar
controlar o sistema. De certo modo, é melhor não saber; saber que
está acontecendo, mas não se preocupar com que enzima está mudando
pra outras energias. Não importa. Realmente não importa.
Sabiam que, agora mesmo, enquanto estamos aqui, brincando com vocês,
com sua permissão – ou não –, nós estamos cutucando em seu DNA neste
momento? Sim, estamos cutucando o DNA. E ele precisa de uma boa
cutucada de vez em quando, porque está mudando, transmutando. Ele
está explodindo, de um jeito muito bom. Está saindo da velha caixa,
das velhas estruturas e dos velhos componentes, e está evoluindo
neste momento. Está se abrindo e, na verdade, quanto menos vocês
souberem sobre isso melhor, porque, do contrário, vão começar a
fazer diagramas, livros e estudos e ficar cheios de dúvidas e,
depois, tornar a coisa dolorosa. Está acontecendo de qualquer forma.
Permitindo a Mudança
Assim, vamos aproveitar este momento precioso pra todos nós e
simplesmente permitir. Permitam que a gente se aproxime e cutuque
vocês um pouco, e se cutuquem. Cutuquem-se com a consciência, com o
coração, e, enquanto fazem isso, estimulem essa rede de comunicações
entre corpo, mente e espírito, entre vocês e seus aspectos. Seus
aspectos precisam de uma boa cutucada de vez em quando.
Respirem fundo. O que isso significa? Vocês simplesmente deixam
acontecer. Divirtam-se com isso. E, quando vocês fazem assim, neste
espaço seguro, sem muitas estruturas... reparem que não ficamos
entoando nada, não acendemos velas... também, Linda não deixaria...
não fazemos nada disso... apenas permitimos que um processo natural
aconteça, seja como for.
Sendo assim, vocês respiram fundo, a respiração do Eu Sou o que Sou,
e deixam que aconteça.
[Adamus respira fundo.] Aaahh! Não precisa de abracadabra. Não
precisa de cura nenhuma aqui.
[Pausa]
Apenas acontece. É simples assim, em cada dia da vida de vocês.
Vocês simplesmente respiram fundo e se permitem ser quem vocês são.
Que coisa incrível!
Quando essa dúvida se insinuar, soprem longe. Ah, [dúvida] não,
respirem fundo.
E, vejam, quando respiram... nem precisam pensar nisso... mas, antes
de tudo, isso estimula o sistema de equilíbrio natural que está
dentro de vocês. E o sistema de equilíbrio natural começa a remover
as toxinas; começa a transmutar as energias, que deixam de ficar
presas e se movem; começa a transformar as energias e memórias
contidas em experiências – sem precisar fazer nada.
Vocês construíram em vocês mesmos uma estrutura incrível de
corpo/mente/espírito, agora, chamada de Corpo de Consciência. Ela se
encarrega disso. Ela só precisa que vocês concordem pra que aconteça
de maneira mais tranquila. Ela só precisa que vocês estejam naquele
momento ahmyo pra que realmente floresça.
É como remover a cobertura, o telhado, pra deixar o sol entrar, mas
o sol, neste caso, são vocês. Vocês é que estão se abrindo. Vocês
não precisam mais participar do jogo, a menos que queiram. Seu
corpo, neste momento, está limpando as toxinas. Toxinas que podem
ter levado a indisposições físicas ou dores. Sua mente está limpando
as crenças da Velha Energia. E, acreditem, vocês têm muitas crenças
velhas aí, mas está acontecendo naturalmente. Naturalmente.
Vocês estão reequilibrando cada parte de vocês, e estão trazendo,
estão atraindo a Nova Energia. A Nova Energia, não a mesma velha
[energia] vibracional. Está acontecendo agora. Durante esta rápida
sessão de cutucada, está acontecendo. Agora mesmo.
Não é fantástico? Não é assim que deve ser?
Para aqueles que estudaram, fizeram cursos e estudaram mais e
fizeram todas essas coisas com graus variados de sucesso, mas que
acabam sendo sempre um pouco frustrantes, sabem o que acontece,
sendo vocês os seres que são? Vocês recebem aulas, estudam e isso
não traz os resultados que prometeram ou os resultados que vocês
esperavam. Daí, o que vocês fazem? Vocês se culpam e dizem: “Veja,
tem algo errado. Não consigo. Aposto que todos conseguem, mas eu
não.” Então, o que vocês acham que precisam fazer? Estudar mais
ainda.
Então, isso vira um ciclo. Entra num padrão de que vocês não valem
nada – não são inteligentes o suficiente, não são espirituais o
suficiente, não são dignos o suficiente, o que for. Mas, em vez de
dizerem “Veja, essa aula não é pra mim” ou “Essa aula não tem a
energética certa que ressoa com o meu ser”, vocês se culpam. Agora,
não estou dizendo pra se aborrecerem com a aula, o curso ou o livro;
estou dizendo pra darem uma olhada e pararem de se culpar. Parem de
entrar nesses velhos padrões.
É isso, bem aqui neste espaço seguro e belo. Vocês respiram fundo. É
o Eu Sou. É a verdade simples, simples, simples. A verdade simples,
e é isso. Aaahh!
Vamos respirar bem fundo juntos.
Respirar, tomar um pouco de água e cantar algumas canções. É
maravilhoso.
Assim, queridos Shaumbra, vocês pegaram o caminho árduo. Ele não
representa a estrada principal nem o acostamento, nem mesmo a via
menos trafegada; é apenas o caminho árduo. Mas, neste momento, onde
vocês se encontram, eu vejo mudanças. Vejo que vocês vão torná-lo
mais fácil. Vejo coisas como – pra todos vocês – mais energia de
juventude; mais energia de juventude saindo da essência de vocês que
vai acabar aparecendo no rosto, no corpo e no espírito de vocês, mas
essa energia de juventude está vindo.
E uma energia em que vocês param com esse negócio de ansiedade. Esse
negócio de ansiedade é uma questão para muitos de vocês que passam
pelo despertar, mas muitos estão descobrindo agora que a ansiedade
parece estar indo embora – a ansiedade interna. Ainda há uma
ansiedade externa, porque vocês estão sentindo o mundo ao redor. Há
uma grande ansiedade aí, mas ela não é de vocês. Não pertence a
vocês. Vocês podem percebê-la, podem senti-la, podem estar
conscientes dela, mas não precisam se apropriar dela.
Mesmo – estou impressionado com muitos de vocês – o próprio nível do
que vocês chamariam de depressão está começando a ir embora.
Depressão é tipo um resultado natural do despertar, porque vocês
criam um vácuo. Quando vocês fazem a transição, quando passam por
esse processo alquímico de ser apenas o velho humano com um monte de
carma, preso no caminho das existências, e liberam isso, cria-se um
vácuo. Sua mente interpreta isso como depressão. Mas não é. É uma
mudança. É um tempo de reflexão interna. É um tempo enorme de
limpeza e liberação, mas vocês estão indo além disso. Na verdade,
vocês serão capazes de começar a curtir a vida na Terra, e por que
não? Por que não?
Convidados de Hoje
Vamos respirar fundo. Eu pedi a um pequeno grupo que viesse hoje.
Cada um dos membros teve apenas uma existência na Terra; foi a
primeira vida deles. Uma vida. Primeira vez aqui. Cada um deles
voltou para suas próprias esferas, morreu no corpo físico, com vinte
e poucos anos, com idade entre 20 e 29 anos; portanto, relativamente
jovens. Todos que foram convidados, que estarão aqui daqui a
pouquinho... de ambos os sexos, a propósito, com histórico de
nacionalidades diferentes... seis deles se juntarão a nós hoje, por
uma boa razão.
E a boa razão é que teremos um teste oral para professores. Eles têm
perguntas e vocês têm as respostas, espero. As perguntas foram
preparadas com antecedência. Estão num envelope lacrado com Linda,
se você providenciou isso [dirigindo-se a ela]. Não foram vistas por
ela. As perguntas foram digitadas por Cauldre, mas apagamos,
convenientemente, sua memória para que ele não se lembre delas.
São perguntas pertinentes, e trazemos este grupo aqui pra fazer
essas perguntas e pra perceber, sentir suas respostas, porque são
perguntas apropriadas, muito, muito apropriadas. Principalmente
porque vieram de seres que só viveram uma vida na Terra, e que estão
perplexos, confusos com certas coisas, e que acharam que este seria
um bom lugar pra obter algumas respostas hoje.
Então, com isso, vou convidar nossos seis seres, todos estabelecidos
nas outras esferas, agora, a maioria se preparando pra voltar pra
outra existência. E vou pedir à Linda que leia as perguntas e
encontre voluntários na plateia. [Ele fala com Linda.] Bom, você
ficará ocupada fazendo ambas as coisas.
LINDA: Ah, mal posso esperar.
ADAMUS: É. E eu gostaria que todos vocês realmente, verdadeiramente,
sentissem a resposta – qual resposta vão dar – porque acho que vocês
ficarão impressionados com alguns insights que terão. Vocês não vão
apenas ajudar estes seres que estão aqui; vão se impressionar com
isso. Cada um deles – os seis que estão aqui – partiu desta vida
relativamente cedo, em termos humanos, com vinte e poucos anos. Era
muita coisa pra aguentar.
É difícil para os que vêm pela primeira vez permanecer aqui, ficar
aqui, em muitos, muitos casos. A pressão da consciência humana é
muito forte neste momento, e ainda tem o efeito da partida de Gaia.
Vocês têm o efeito, com Gaia partindo, de muitas Velhas Energias,
velhos ossos no chão que estão partindo também. É intenso. É muito,
muito intenso.
Agora, imaginem como seria se vocês viessem pra cá pela primeira
vez. A maioria de vocês já esteve aqui milhares de vezes – muitas
vezes –, mas imaginem se fosse a primeira vez e, de repente,
escorregassem pelo túnel. Vocês são o que chamamos de eglendra, um
ser angélico prestes a nascer no corpo físico e que, de repente, é
sugado pra dentro do túnel! Vocês vão caindo pelo túnel com
centenas, milhares de outros seres tentando encontrar o caminho para
o útero ao mesmo tempo! Vocês saem agarrando úteros sempre que dá!
[Muitas risadas] “Vai ser essa família ou aquela? Com quem eu vou
ficar?!” Bum! De repente, vocês estão lá. Ahhh... [Alguém na plateia
diz: “Merda!”] É, obrigado. [Risadas] Não tenho mais permissão de
dizer essas palavras – merda! –, mas vocês podem. Podem dizer sempre
que quiserem.
Pergunta 1
Então, de repente, vocês estão no corpo físico: “Ohhh!” E,
particularmente, se for sua primeira vez, é atordoante, traumático,
inacreditável. Assim, é por isso que muitos deles não conseguiram
passar dos 30 anos.
Bom, vamos começar com as perguntas, o teste oral para professores,
pra ver se vocês estão cheios de makyo ou de ahmyo.
Certo, sim. Por favor, pegue aqueles Prêmios de Adamus. Tudo bem. As
perguntas.
LINDA: Pronto?
ADAMUS: Ela vai precisar de um tênis de corrida! Que coisa mais
humana isso! Certo, então, a primeira pergunta é... e vai precisar
do microfone.
LINDA: Não ainda. Não enquanto estou lendo.
ADAMUS: Uma coisa de cada vez.
LINDA: É.
ADAMUS: Prontos?
PERGUNTA 1 (lida por Linda): Por que eu sentia cansaço o tempo
inteiro na minha encarnação? Quando voltei para as esferas
celestiais, a sensação de cansaço acabou.
ADAMUS: Ótima pergunta do nosso grupo de anjos hoje. “Por que eu
sentia cansaço o tempo inteiro?” Por favor, arranje um voluntário,
qualquer um que não tenha levantado a mão. [Risadas]
LINDA: Ah, tarde demais.
DAVID: Porque gastava muito tempo e energia pensando.
ADAMUS: Ótimo. Gastava muito tempo e energia pensando. Sim. Boa
resposta. Você recebe um prêmio de Adamus.
LINDA: Posso escolher mais alguém?
ADAMUS: Quem você quiser. Mãos levantadas lá atrás. Por que esse ser
estava cansado o tempo todo?
JANE: Porque a consciência é muito densa.
ADAMUS: Isso. Nossa! Está bom até agora. Acertamos duas de duas.
Excelente. Lá atrás.
HOMEM SHAUMBRA 1: Porque ele era parte da humanidade, e a
humanidade, nestes tempos, está cansada do modo como as coisas são
no planeta.
ADAMUS: Isso, ótimo. Excelente. Obrigado! Obrigado. E a consciência
de massa está cansada no momento. A consciência de massa está
realmente cansada, e vocês sabem o que acontece quando vocês ficam
cansados? Bem, vocês ficam mal-humorados, vocês ficam irritados,
vocês simplesmente não gostam de estar em seu corpo, em sua vida.
Então, com certeza. Mais uma resposta. Mais uma. Sensação de cansaço
o tempo todo.
MULHER SHAUMBRA 1: Os outros estavam sugando sua energia.
ADAMUS: Sim, excelente, excelente. Excelente. Excelente.
LINDA: Ah, você participou da SES (Sexual Energies School, Escola de
Energias Sexuais).
ADAMUS: Excelente. “Os outros estavam sugando sua energia.” Todas as
respostas estão corretas. Obrigado. Obrigado, Linda. Todas as
respostas estão corretas, e a conclusão é que estar no corpo físico
é uma experiência cansativa. Não é uma coisa natural no momento. Não
é o seu estado natural. Vocês se adaptam. Vocês todos aprenderam a
ficar no corpo e a chegar aos 80, 90, 100 anos, mas, para esses que
estão vindo pela primeira vez, é extremamente doloroso para a
energia deles. E as outras pessoas ainda ficam sugando a energia
deles. E ainda tem a camada, o nevoeiro da consciência de massa. E
há os sistemas de energia da realidade humana, que funcionam de modo
muito diferente dos sistemas de energia das realidades não físicas.
Então, todas essas forças se juntam e criam um monte de energia
muito lerda, meio pegajosa, ou travada.
Então, qual é a solução? Não encarnar. [Ele repete o que alguém
falou.] Boa resposta. [Risadas] Entendem? Mas vocês precisam. Mais
cedo ou mais tarde cada ser angélico precisa fazer seu caminho pela
Terra. Se não for nesta Terra física, pode ser noutra Terra, mas
mais cedo ou mais tarde vocês precisam passar por essa experiência.
Assim, qual é a resposta agora para nosso querido anjo que vai
voltar para outra existência? O que vocês fazem? [A plateia diz:
“Respiramos.”] Respiram. Excelente. Vocês respiram.
O que mais? [Várias respostas e risadas; alguém diz: “Dormimos.”]
Dormem, sim. Respirar. Dormir, na verdade, é muito importante.
Dormir é realmente importante, porque é um tempo de quietude em que
vocês se reconectam com o eu espírito. Vocês também têm sequências
de sonhos a noite toda, em múltiplos níveis. Vocês não têm apenas um
sonho por meia hora. Não sei quem disse isso. Esses pesquisadores de
sonhos... alguém tinha que pedir que eles mudassem de pesquisa.
Vocês sonham a noite inteira – a noite inteira – e em múltiplos
níveis. Vocês podem ter 30, 100 sonhos acontecendo ao mesmo tempo,
mas essa é a natureza real de vocês. É assim que vocês realmente
são. E, quando vocês têm essas sequências de sonhos, vocês, na
verdade, renovam seu espírito. Vocês se renovam. Então, a resposta é
sim, com certeza, “respirar”, para esses que estão vindo.
De maneira muito pragmática, escolham a porcaria da família certa
antes de virem! Por que apostar na mesa de dados com sua biologia
quando vocês podem escolher a família certa – uma família
consciente, uma família que vai nutri-los e oferecer um ambiente
energético seguro?
E também, aprendam a escolher. Algo realmente estranho acontece
quando seres angélicos vêm para a Terra. Eles, de repente, esquecem
que têm escolha! Eles podem escolher. Por que isso, de repente, é
eliminado da memória?
LINDA (e a plateia): Por quê?
ADAMUS: Por quê? Porque a consciência é muito pesada e o que
acontece é que a consciência... os padrões de consciência são que
vocês não têm escolha. Foi, de fato, programado na consciência de
massa há um bom tempo. Isso está sendo desprogramado agora.
Quando eles vêm, é tão pesado, tão denso, que, mesmo que tentem
resistir, de alguma forma ficam presos nas camadas, nos movimentos
da consciência de massa, e esquecem que têm escolha. E vocês todos,
uma vez ou outra, esqueceram que tinham escolha. Vocês ainda
duvidam, mas estão se abrindo pra isso agora. Então, ótimo. Próxima
pergunta.
Pergunta 2
LINDA: Número dois.
PERGUNTA 2 (lida por Linda): Por que os humanos não dizem o que
realmente querem dizer? Por que as palavras são uma incógnita?
ADAMUS: Por que os humanos não dizem o que realmente querem dizer?
Por que dizem uma coisa quando, na verdade, querem dizer outra? É
uma pergunta interessante, uma pergunta de enorme grandeza que
alguém aqui está fazendo hoje. [Ele aponta para o espaço onde estão
os seis convidados.] É óbvio que isso foi de grande influência na
vida dele. Então, por favor, com o microfone. Por que os humanos não
dizem o que querem dizer?
LESLIE: Questão de sobrevivência.
ADAMUS: Excelente. Ótimo. Merece um prêmio, ao menos. Ótimo.
Sobrevivência, porque, no momento, do jeito que a consciência está,
se dizem o que realmente querem dizer, vocês...
LINDA: Ninguém quer ouvir o que você realmente quer dizer.
ADAMUS: É, sim. [Adamus ri.] Ótimo. Ótimo. Certo. O próximo.
CAROLYN: É o velho treinamento. Devemos tratar as outras pessoas do
jeito que queremos ser tratados.
ADAMUS: Sim. Então, tentando ser...
CAROLYN: ... simpático o tempo todo.
ADAMUS: Tentando ser simpático. E você sabe o que Tobias disse sobre
ser simpático. [Vince diz: “Refresque minha memória.”] O que Tobias
disse sobre ser simpático?
CAROLYN: Não consigo lembrar.
ADAMUS: Ele disse que é parte do vírus da energia sexual. Entendam,
vocês são treinados pra serem meninas e meninos simpáticos. Em
outras palavras: “Comporte-se, conforme-se e enquadre-se nessa
caixinha.” Abaixo a simpatia! Por favor, parem de ser simpáticos.
Parem de usar a palavra “simpático”.
LINDA: Como é que é?
ADAMUS: Parem de ser simpáticos!
LINDA: Sério?
EDITH: Então, o que devemos ser, antipáticos? [Risadas]
ADAMUS: Se você tirar essa máscara de tentar ser simpática, será que
você é realmente antipática? Você é antipática por dentro?
EDITH: Não, sou só regular.
ADAMUS: Não, você não é regular. [Risadas] Eles realmente não dizem
o que querem dizer, dizem? [Mais risadas quando ele se volta para o
grupo dos seis.] Você não é regular. Você é extraordinária! Você é o
Eu Sou. Você é fantástica.
EDITH: Obrigada.
ADAMUS: Sim, e um tanto sexy também. [Risadas] Conheço você. Você
não é regular! Ser regular é pior do que ser simpático! Conseguem
imaginar alguém dizendo: “Bem, você é regular.” O quê??! É de tirar
a fala. Eu digo que não. Vocês não são regulares. Vocês não são
normais, mas vocês sabem disso. E, se vocês não são normais, o que
não são, não significa que são anormais. Significa que são
excepcionais. Entendam, é tudo programação. Programação,
programação.
Qual a outra razão para não dizerem o que querem dizer? Foi o
suficiente pra incomodar esse que deixou a Terra. Ponto final.
HOMEM SHAUMBRA 2: A linguagem. A linguagem falada não retrata a
energia corretamente.
ADAMUS: É verdade. Verdade. A linguagem falada é muito inadequada,
extremamente inadequada, então, os humanos tentam fabricar palavras.
Então, quando será que vamos chegar num ponto em que possamos
simplesmente nos comunicar? Quando pararmos de duvidar. Quando
pararmos de duvidar das comunicações que acontecem, Jean, e
confiarmos nelas. Vocês sabem que podem captar. Vivam isso agora.
Não duvidem.
Que outras razões levam os humanos a não dizerem o que querem? Essa
é uma pergunta capciosa. Estou esperando pela resposta certa – a
minha. Sim?
MULHER SHAUMBRA 2: Porque eles não lembram que são amados
incondicionalmente.
ADAMUS: Sim...
MULHER SHAUMBRA 2: Então, eles apelam para o amor condicional: “Vou
dizer o que quero dizer pra me sentir... de determinada forma.”
ADAMUS: Com certeza. “Vou dizer o que esperam que eu diga.” E, de
vez em quando, abrem uma pequena exceção. Mas, na maior parte do
tempo, é aquela [falsa] calmaria – quem não anda com o barco não faz
onda. Mas, entendam... tenho discutido isso com Cauldre... isso aqui
não é uma reunião da nova era. Não é um encontro da nova era. Vocês
que estão escutando, se esperam que seja, vão ficar seriamente
desapontados. Isto não é uma reunião espiritual tampouco. E, se vêm
aqui esperando espiritualidade, provavelmente, não vão ter.
Isto é sobre consciência e, portanto, geralmente, a gente diz o que
quer dizer, embora não tenha permissão pra dizer “merda”, “porra”,
“foda” ou qualquer outra coisa assim. [Muitas risadas e aplausos]
Mas, se estão escutando, pensando que isto vai ser...
LINDA: Não é justo! Essa era a resposta do Marty e você a roubou!
ADAMUS: ... que vai ser uma reunião espiritual em que não se dizem
essas palavras, bem, vão ficar desapontados. Nós – nós – dizemos o
que sentimos, falamos abertamente sobre nossa consciência, e falamos
abertamente sobre makyo e todas essas coisas, e mantemos a energia
movimentando.
Então, sim...
LINDA: Será que o Marty pode ganhar o prêmio dele?
ADAMUS: Você disse essas palavras? [Risadas] Pode se levantar? Eu
não ouvi; por isso, estou perguntando. Não sei se ele realmente
disse. E o que você disse?
MARTY: Merda, foda, porra, caralho. [Risadas]
ADAMUS: Merece um prêmio, obrigado. Agora, será que são realmente
ofensivas? Talvez, se dirigidas a alguém. Se vocês dissessem... Você
diria isso pra ele [apontando para o David], como um exemplo?
MARTY: Não, eu gosto dele.
ADAMUS: Oh, que simpático! [Risadas] Se forem dirigidas a alguém...
São apenas palavras. Significam muito pouco, mas as pessoas ficam
chateadas. De qualquer forma, ainda estou procurando pela minha
resposta.
LINDA: Ah, uma específica.
ADAMUS: Sim. Todas estão corretas até agora, mas tem uma que
realmente se destaca.
LULU: Para serem aceitos.
ADAMUS: Serem aceitos, sim. É, e isso já foi dito, mas você ganha um
prêmio só porque eu gosto de você, porque sou simpático. [Risadas]
Eu não sou simpático, nem mesmo quero ser simpático. Eu quero ser
eu. Real.
LINDA: Você está se saindo bem!
ADAMUS: Obrigado. Então, sim, uma resposta.
KERRI: Porque eles não querem levar um chute na bunda.
ADAMUS: Bem, sim. Isso já foi dito. Não querem ser maltratados,
então se conformam, entram na linha. Mas por que você... e todos
vocês... por que vocês não dizem o que realmente sentem?
MARC: Porque a gente se identifica com a identidade humana.
ADAMUS: Você chegou bem perto. [David diz: “Não confiamos em nós
mesmos.”] Vocês não se conhecerem é o problema. Como vocês podem
saber o que dizer quando não conhecem quem vocês são, quando não se
lembram de quem são? Como podem falar a verdade quando nem mesmo
sabem qual é a verdade? Fica difícil.
Não é uma questão de discurso. É uma questão de se envolver com isto
aqui [seu próprio ser]. Se vocês não se conhecem, sim, as palavras
que saem de sua boca vão ser, basicamente, makyo, e, então, vocês
vão entrar no padrão pra tentar se harmonizar com as pessoas. Vocês
caem nessa coisa temerosa de dizer a elas o que elas querem ouvir.
Mas o que realmente acontece é que vocês internalizam todas essas
coisas. Vocês realmente não sabem, não sabem o que seu próprio ser
está dizendo pra vocês, então fica tudo confuso. Tudo que sai – não
da boca de vocês, mas da boca dos humanos – é basicamente makyo.
Fica difícil e, então, as pessoas... elas vão estudar mais e usar
palavras maiores. Um monte maior de bosta de makyo. [Risadas]
LINDA: O quê?!
ADAMUS: Posso dizer isso hoje. Estou falando a minha verdade. Vejam,
e depois criam-se mais e mais camadas. Assim, é por isso, meu caro
amigo [dirigindo-se ao ser angélico], que os humanos não dizem o que
querem dizer. Eles não sabem o que querem dizer.
LINDA: Ainda tenho uma coisa a dizer.
ADAMUS: Sim?
LINDA: O que venho observando, ao falar com muitos, muitos jovens, é
que não existe um local real onde as pessoas queiram ouvir sobre
isso. Não é comum pra elas ter um local seguro pra conversar dessa
forma.
ADAMUS: É verdade. Porém, eu lanço um desafio. No momento em que
vocês estão seguros dentro de si, vocês vão ver, ouvir e sentir que
as pessoas querem isso. Elas querem.
LINDA: Você falou com os amigos deles? [referindo-se aos seis
convidados]
ADAMUS: Isto aqui é um exemplo vivo disso. É um espaço seguro pra
que possamos falar abertamente. Podemos falar sem precisar escolher
muito as palavras. Não posso dizer algumas palavras toda hora,
porque, senão, bem, Cauldre fica aborrecido. Mas ele diz! [Risadas]
Ele só não quer que eu diga. Agora, vejam? Não faz sentido, faz?
Então, não é de se admirar que eles [os seis] tenham partido cedo.
Pergunta 3
Certo, próxima pergunta. Temos um outro assunto inteiro a tratar;
isso é só o aquecimento.
LINDA: Não diga?
ADAMUS: Digo, sim.
PERGUNTA 3 (lida por Linda): Por que eu me sentia tão desconectado
de mim mesmo quando estava na forma física, e por que eu me sentia
tão desconectado de tudo?
ADAMUS: Desconectado. “Por que eu me sentia tão desconectado,
desassociado do eu?” É assim que entendo esta pergunta, “do eu”.
Então, alguns breves comentários dos Shaumbra iluminados. Por que
eles se sentiam tão desconectados?
JAN: Porque não olhavam pra dentro. Não nos ensinam a olhar pra
dentro. Sempre nos ensinam a olhar pra fora e não olhar pra dentro.
ADAMUS: Sim, isso é verdade – mais verdade pra vocês que estiveram
aqui em milhares de existências do que para os de primeira viagem.
Mas, sim, existe essa camada, essa pressão intensa que diz: “Está lá
longe. Nunca busque aqui.” É assim: “Cuide de todo mundo primeiro,
faça todo o seu trabalho social, esqueça de você.” Não é estranho?
Cuidar dos outros? Eu poderia falar horas sobre isso. Entendam, será
que é uma grande coisa dizer a grupos inteiros pra seguirem
determinadas estruturas, seja uma igreja, uma empresa ou um núcleo
familiar? “Cuidem de todo mundo primeiro.” Não, não. De jeito
nenhum. Essa é uma das grandes mudanças de paradigma nesta Nova
Energia. Cuidem de vocês primeiro e, depois, vocês vão fazer
maravilhas por todos aqueles que contemplarem seu esplendor. É muito
fácil.
Prosseguindo.
HOMEM SHAUMBRA 1 (de novo): Acho que a resposta pra isso é
“bem-vindo à Terra”. [Risadas]
ADAMUS [rindo]: É!
HOMEM SHAUMBRA 1: Parece ser o tema dos últimos 10.000 anos.
ADAMUS: Certamente. Bem-vindos à Terra. Excelente resposta. É ótima
como síntese. Tem sido assim. É como vocês, que são esses...
digamos, seres de luz, graciosos, das outras esferas, vindo, então,
pra cá pela primeira vez. Vocês já ouviram sobre isto aqui. Ouviram
as histórias dos Shaumbra. Ouviram as histórias da Nova Energia.
Vocês estudaram. Vocês se prepararam pra vir pra cá. De repente,
vocês estavam aqui, e não importa o que tenham dito pra vocês, não
importa o que vocês tenham estudado, até estarem de fato aqui, vocês
não conseguem compreender.
A nuvem da consciência ao redor da Terra, no momento, é muito densa,
e tem tudo a ver com esquecer quem vocês são. Estes seres estão
vindo agora, muitos deles pela primeiríssima vez. Eles estão...
estão... estou tentando achar a palavra certa... estão perplexos.
Chocados com a rapidez com que perdem o contato com eles mesmos.
Nenhum curso poderia tê-los ensinado a rapidez com que se
desconectam de si mesmos. E, depois, devido aos padrões da Terra,
vocês, de repente, começam a buscar do lado de fora. É um jogo sem
ganhos, a não ser o da experiência da busca. Mas não está lá fora,
como vocês já descobriram. Não está num livro. Não está num templo.
Não está num mantra, nem num guru, nem em nada mais. Está bem aqui,
dentro de vocês. É quase como se os sinais fossem, intencionalmente,
embaralhados, os sinais de vocês pra vocês mesmos. Vocês se tornam
todos esses fragmentos, esses aspectos, que deveriam ter uma
comunicação harmônica entre si, que deveriam estar fluindo, que
deveriam ser graciosos, ter tranquilidade, com os aspectos indo e
vindo, e vocês em cada aspecto e eles em vocês. Mas os sinais ficam
truncados. São distorcidos e deformados.
E, quando a rede não funciona como deveria... considerem a rede de
[telefones] celulares. Quando vocês ouvem um bip... ou, a rede de
Internet... são necessários só alguns bits e bytes pra perder a
configuração e realmente... [Ele gesticula com a intenção de que
alguém diga aquele palavrão e alguém diz: “...foder...”] – obrigado
– ...com tudo. [Risadas] E, Jean, você vai ter que fazer algumas
edições neste Shoud. Basta colocar aqueles símbolos engraçados.
LINDA: E o bip.
ADAMUS: É. Quem vocês acham que está de enganação? Vocês ficam
colocando aqueles símbolos engraçadinhos... Que nada! Ainda quer
dizer “foda-se”. É.
LINDA: Não é enganação, se colocarem o “F” no início e os asteriscos
depois.
ADAMUS: Bom, todos esses sinais ficam truncados e misturados. Como
vocês conseguem receber os sinais de novo? [A plateia diz:
“Respirando.”] Respirando. Exatamente o que fizemos antes. Vocês
param um instante. Respiram fundo: “Eu Sou o que Sou.” Vocês
permitem que todas as comunicações – os sinais, os padrões, as
energias e a consciência – voltem a funcionar adequadamente. Eles
sabem como fazer. Vocês sabem como fazer, se permitirem.
Porém, se vocês saírem buscando, o passo seguinte vai ser correr
atrás de cura com alguém que tenha cristais, sininhos, velas,
incensos e tudo mais. Vocês vão bagunçar ainda mais os sinais.
Porque todos esses sinais vão pensar: “Aparentemente, o chefe quer
que as coisas fiquem todas bagunçadas.” Então, eles meio que acatam
a ordem; eles meio que permanecem fora de equilíbrio. Mas no
instante em que vocês, simplesmente, respiram fundo, vocês percebem
que estão totalmente seguros, totalmente – totalmente; vocês são
seres eternos – e os sinais começam a voltar para o equilíbrio.
Quando entram novamente em equilíbrio, eles dizem: “Sabe como é,
nesse período de frequências irregulares, criamos bloqueios de
energias, alguns excessos de energia, alguns sistemas de crenças
estranhos, gordura no sistema, loucura no cérebro. Vamos limpar
tudo.” E limpam. Limpam. Vai ficar tudo limpo – se vocês permitirem,
se pararem de mexer com isso, se pararem de confundir e manipular o
processo e se pararem de visitar cada nova cartomante que aparece na
vizinhança! [Algumas risadas]
Vão fazer uma massagem. Vão fazer alguma coisa pra vocês mesmos ou,
simplesmente, dar uma caminhada, comprar um carro novo, uma casa
nova, ou coisas desse tipo. É! É sério. Isso diz ao sistema de
vocês... oh, posso sentir os olhos [referindo-se à Linda por detrás
dele; risadas]... Isso diz ao sistema de vocês que vocês querem
viver, que vocês querem seguir em frente e vai religar tudo.
Ah, adoro isso. Devíamos fazer mais... vocês não querem morrer assim
[indicando os convidados não físicos; risadas]. Certo, então.
Próxima pergunta.
Pergunta 4
LINDA: Tudo bem. A pergunta número 4.
PERGUNTA 4 (lida por Linda): Vivi preocupado com sexo desde os
quatro anos até morrer. Por quê?
ADAMUS: Tem certeza de que é uma pergunta daqui [indicando os
convidados] e não daqui [indicando a plateia]? [Risadas] “Vivi...”
Pode ler de novo?
LINDA (lendo a pergunta novamente): Vivi preocupado com sexo desde
os quatro anos até morrer. Por quê? [Alguns Shaumbra gritam
respostas.]
ADAMUS: Ela vai levar o microfone. Ela ganha um prêmio [referindo-se
à Kathleen]. Sim?
LINDA: Onde você está?
KATHLEEN: É o vírus da energia sexual.
ADAMUS: Vírus da energia sexual. Isso, está correto. É parte da
resposta. É parte. Ótimo.
LINDA: Pete.
PETE: Por causa do que me ensinaram, estabeleci um monte de
limitações, e o único jeito de me conectar com outra pessoa foi
através da sexualidade e não da minha natureza íntima.
ADAMUS: Sério?
PETE: É.
ADAMUS: É. Ótimo. Excelente. Excelente. E representa um enorme
insight, Pete, porque existem limitações estabelecidas. Elas não
funcionam muito bem, mas há muito consumo de energia sexual,
continuamente, e muitas questões de relacionamento, a maioria
baseada no consumo de energia. Os relacionamentos, vamos encarar...
vocês podem dizer todo tipo de coisa... a maioria dos
relacionamentos da Velha Energia era baseada no consumo. Vocês podem
me vaiar, mas não vão. Podem atirar coisas em mim, mas não vão,
porque este grupo realmente entende o que quero dizer com isso.
Agora, provavelmente, isso vai rodar toda a Internet e todo mundo
vai dizer coisas, mas é verdade. Sério. Os relacionamentos eram
mantidos pra preencher o vácuo do desequilíbrio entre masculino e
feminino, do desequilíbrio cármico, do desequilíbrio da dúvida ou...
façam toda uma lista, e a maior parte dos relacionamentos era
baseada nisso. Não precisa ser. O relacionamento mais grandioso do
mundo é o relacionamento com...? [A plateia diz: “... vocês
mesmos.”] Ah, eu adoro. Estão vendo? [Ele se volta para os seis.]
Com vocês mesmos.
Quando vocês têm um íntimo relacionamento de amor com vocês mesmos,
então, qualquer outro relacionamento pode ser lindo, libertador,
alegre e desobrigado. Vocês podem realmente aproveitar a vida com
outro humano. É uma dádiva. Uma verdadeira dádiva. O divertimento
irrestrito compartilhado com outros seres, e que também pode ser
sexual. Pode vir da... emoção não é a palavra certa... mas da
experiência; tudo isso. Mas, sim, boa resposta, Pete.
Certo, mais alguns comentários sobre sexo. Por que esse ser
sentia...
JOEP: Carma familiar.
ADAMUS: Carma familiar. Isso é...
JOEP: Você escolheu a família errada.
ADAMUS: Escolheu a família errada, com certeza. A energia sexual
flui pela linhagem ancestral e não há nada, biologicamente, que
vocês possam herdar de alguém referente a desequilíbrio ou desvio
sexual. Ah, estudaram e tentaram provar isso, porque diziam: “Bem, o
avô tinha o mesmo problema.” E todos os descendentes até as
crianças. Bem, não é algo biológico, embora, ocasionalmente, isso
encontre um caminho para as células e o DNA, sim, mas de onde vem?
Vem desse vírus da energia sexual que passa por toda a linha de
ancestrais. É isso.
O vírus da energia sexual pode entrar onde for, em qualquer coisa.
Ele encontra caminho em cada brecha, cada pequeno... Entendam, no
instante em que alguns desses países começam a clamar pela
liberdade, o que acontece? O vírus da energia sexual se embrenha e
afeta alguns. Espera-se que nem todos, mas, é assim.
Uma outra razão que eu queria compartilhar sobre essa sensação de...
como foi dito na pergunta?... de fascínio sexual. De preocupação. A
Terra... viver como humano... é algo extremamente sedutor.
Extremamente. Tem uma sedução, que todos vocês já sentiram. Assim
como é desafiador, às vezes, estar aqui, é também muito sedutor. O
drama é sedutor. O poder, mais sedutor do que o sexo em si. O
desequilíbrio é sedutor, porque a consciência vai ficar sempre
tentando encontrar um meio de se reequilibrar, vejam bem.
Estar aqui como humano é altamente sedutor em todos os sentidos.
Isso pode ser bom; pode acarretar grande alegria e grande
experiência e percepção – não há nada de errado com a sedução. Ou
pode ser devastador; pode comandar sua vida, se essa sedução se
infiltrar nas estruturas sexuais que vocês têm, não apenas nos
órgãos, mas na composição sexual de vocês e nesse lugarzinho da
mente referente ao sexo, mas que não tem muito a ver com sexo. Há um
lugarzinho na mente, não um lugar físico, mas uma parte do
pensamento que está amarrada ao sexo e é por isso que dizem que sexo
pode viciar. Não pode. Não, mas a mente arranja um jeito de
acreditar que sim.
A mente tem um jeito muito interessante de usar essa sedução
natural. A energia da sedução pode ser maravilhosa; pode realmente
ser revigorante. Não precisa ser algo ruim. Mas a mente pode
aprisionar a sedução nessa partezinha do entendimento limitado das
coisas, e continuar acionando um ser com base na realização sexual,
mas essa realização é muito, muito temporária.
Quando a satisfação sexual... e não estou apenas falando da parte
física, mas da satisfação energética, espiritual para o sexo...
quando ela é falsa, quando está estabelecida nesse padrão cerebral,
pode nunca ser alcançada. Portanto, a pessoa fica, constantemente,
sentindo essa sedução, o sexo. Não importa quanto sexo faça, nunca
ficará satisfeita. Essa parte gera o vício. Em outras palavras, o
cérebro entra num padrão do qual não sabe sair.
A propósito, não existem vícios com relação a nada. O cérebro, a
mente entra nos padrões e não sabe como sair. De certa forma, não
quer sair. Ela cai nessa sedução. Não existem vícios. Não quero
saber o que diz a ciência sobre vícios físicos, eles não existem.
Nenhum. Tudo vem daqui [da cabeça].
Então, talvez, apenas talvez, possamos começar a trabalhar o fluxo
de energia e a dinâmica de energia que ajudarão uma pessoa a
perceber que ela não está presa nessas estruturas. Não está presa em
seu cristal, por assim dizer. Não está na própria prisão. Próxima
pergunta.
LINDA: Mais uma colocação. Se é a primeira vez deles, isso
significa, com base em outras coisas que foram ditas, que, então,
provavelmente, eles nunca fizeram sexo antes.
ADAMUS: É bem verdade. Certamente.
LINDA: Isso não criaria um pouco de...?
ADAMUS: É a primeira vez com uma experiência sexual numa forma
física.
LINDA: Certo.
ADAMUS: Isso, em si, é fantástico. Essa é talvez uma das maiores
dádivas. Se existissem as sete maravilhas de ser um humano, essa
talvez fosse uma delas: a capacidade de mergulhar, inteiramente, de
forma total e completa, numa experiência que envolve corpo, mente,
espírito. Pois quando vocês fazem amor verdadeiramente, quando vocês
fazem sexo verdadeiramente, isso envolve cada parte de vocês, não
apenas hum-hum. [Risadas] Não devo dizer essas palavras, então...
Bom, envolve cada parte de vocês, mas, teoricamente, um ser angélico
que vem pra cá pela primeira vez deveria ficar absolutamente
apaixonado com essa coisa linda. Deveria apreciar a beleza disso.
Mas olhem como se torna algo negativo, corrompido, deformado e
destorcido.
Os humanos nem mesmo sabem mais o que pensar sobre sexo. Só sabem
que são levados a ele, mas será que ele é realmente, na maioria das
vezes, satisfatório? Será que é assim que vocês, os anjos, realmente
pretendiam que fosse? E... Tobias falou sobre isso, eu falarei mais
na SES avançada... mas toda essa ideia de... Eu direi a palavra
diante de Deus [apontando pra si mesmo] e todo mundo... masturbação!
Se forem católicos, ah, meu Deus, vão querer sumir agora mesmo!
[Risadas] “Oh, Irmã! Não fiz isso! Eu não tocaria aí! Aconteceu!”
[Risadas] Quem, eu?!
LINDA: Você soou familiar. [Risadas]
ADAMUS: Eu estava canalizando um de vocês. [Mais risadas] O que há
de errado em se amar de todas as maneiras? Será que é errado se amar
fisicamente? Vocês devem... ah, já sei, vocês devem ser simpáticos
com vocês mesmos. Não! Por favor! Em Atlântida, nos áureos tempos,
não era assim; ensinavam os jovens a honrar o corpo de todas as
maneiras, se é me entendem, bem antes de terem um companheiro. Como
alguém pode ter intimidade com outra pessoa se não se sente à
vontade pra ter intimidade consigo mesmo? Lembraram? Todo mundo está
olhando pra baixo, dizendo: “Mal posso esperar pra sair daqui e ir
pra casa.” [Risadas] Intimidade. Então, certo, ótimo. Obrigado.
Seguindo.
Pergunta 5
LINDA: Número 5.
PERGUNTA 5 (lida por Linda): Por que a experiência humana é tão
repleta de falta, de carências? Minha família era pobre, meus
vizinhos eram pobres e parecia que a maior parte do tempo que passei
na Terra foi gasto sobrevivendo em vez de vivendo.
ADAMUS: Parece familiar? [Os Shaumbra dizem: “Sim.”] Por que a
experiência humana é tão repleta de falta? Por que existe pobreza,
usando esta palavra como nosso exemplo de falta de abundância? Por
que há tanta falta de...? Preencham a lacuna. Por que há tanta falta
na Terra? Então, por favor, aos Shaumbra iluminados.
LINDA: Tudo bem.
MARY: Acho que é uma combinação da consciência de massa e dessa
dúvida que temos de nós mesmos, esquecendo quem somos, que podemos
ser abundantes de qualquer jeito.
ADAMUS: Ótimo. Ótimo. A consciência de massa, duvidar de si, claro,
ótimo. Um prêmio de Adamus. Sim, obrigado. O próximo. Por que há
tanta falta? O que vocês diriam pra este ser?
PATRICIA: Nós esquecemos que o oposto da falta é a energia e a
consciência que surgem do nada.
ADAMUS: Sim, sim. Com certeza. Excelente. Prêmio de Adamus.
PATRICIA: Ah, que bom! Obrigada pelo meu prêmio!
ADAMUS: É. Por que existe essa coisa que chamamos de falta?
LARRY: Ah, é algo engraçado.
ADAMUS: Engraçado. Realmente. Obrigado. É uma resposta honesta. É
meio engraçado. Se vocês tivessem tudo que quisessem, seria chato.
Não!! [Risadas] Mas muitos humanos, num tempo lá atrás, de fato, se
divertiam com isso. Há um certo prazer estranho no sofrimento e uma
certa... ah, vocês sabem, perseguir metas é mais divertido do que
ter metas. Então, sim, é uma camada da consciência de massa. Sim.
Jean levantou a mão. Carência, Jean. Por quê?
JEAN: Pela minha experiência, a falta é como um vácuo e me dá a
chance de vivenciar o que é criar.
ADAMUS: Você acha isso divertido?
JEAN: Sim, quando eu crio coisas.
ADAMUS: Não, você se diverte com a falta?
JEAN: Não, mas me proporciona uma espécie de motivação.
ADAMUS: Ah, interessante... Proporciona motivação. Obrigado. Prêmio
de Adamus por essa resposta. Passaremos para o Vince, e... sim,
proporciona motivação. Você está motivada com a falta neste momento?
[Jean diz que não com a cabeça.] Você tem medo da falta?
JEAN: Não mais.
ADAMUS: Não mais. Ótimo.
VINCE: A falta combina com ser mais espiritual.
ADAMUS: Isso, a falta combina com ser mais...
LINDA: Ooooh.
VINCE: Particularmente na cultura judaico-cristã.
ADAMUS: Com certeza. Falta e espiritualidade, quem inventou essa?
[Alguém diz: “A religião.”]
LINDA: O Papa!
ADAMUS: Bem, os humanos, mas, sim, agora que vocês disseram. Toda
organização, seja uma religião, uma escola, um negócio ou o que for,
e é todo esse conceito que... vejam bem, como vocês podem ser bons
no que fazem se têm toda essa abundância? E isso foi realmente posto
em foco pelas religiões.
Entretanto, alguém deveria ter parado e dito: “Ei, Cardeal, vocês
têm altares de ouro. Vocês têm prédios imensos. Vocês têm tudo que
querem comer. Vocês têm exércitos. Vocês têm empresas. Vocês têm
terroristas e vocês têm pessoal de relações públicas, às vezes, são
a mesma coisa. Vocês têm tudo isso.” Mas o incrível pra todos nós é:
por que ninguém apontou o óbvio?
KERRI: Eles nos mataram! [Muitas risadas]
ADAMUS: E daí?! Vocês ainda estão aqui. Estão de volta pro terceiro
round. Sim, sim, eles fizeram isso algumas vezes, mas, entendam, se
mais pessoas tivessem se erguido...
LINDA: Acho que o pessoal não ouviu [referindo-se à falta do
microfone]. Ela disse que foi porque eles nos mataram.
ADAMUS: Porque eles nos mataram, sim. Mas, se mais pessoas tivessem
se erguido, se mais pessoas tivessem permitido que a verdade da
consciência delas aparecesse, isso não teria perdurado por tanto
tempo. Como Cauldre sinalizou antes, 18 dias no Egito. Agora, eles
precisam lidar com as consequências da mudança. E, literalmente, o
que vocês estão enviando pra eles, o que vocês estão emanando pra
eles vai fazer... Vocês estão criando potenciais que não estavam lá
pra eles dois meses, seis meses atrás. Então, tem um jeito de dar
certo.
Mas os humanos entram na falta porque, sim, ela está programada.
Sim, por mais estranho que pareça, é um jogo. É uma motivação
perversa esse medo da falta, que mal permite que as pessoas sigam em
frente. Não precisamos mais disso. Vocês podem fazer uma escolha
consciente, em qualquer momento, de não ter essa falta em sua vida.
Por quê? Existe uma abundância de energia. Ela está estalando e
pipocando no ar neste momento. Está aqui em volta. Tem energia em
vocês, que vem de um reservatório de energia que está sempre aí e
fica disponível pra vocês na hora certa. É só... [Adamus estala os
dedos.] que aparece na hora. É uma velha programação que diz: “Não,
eu preciso saber que existem quantidades enormes. Preciso ver e
tocar.” Está aí num estado neutro, e fica disponível pra vocês na
hora certa. Isso exige muita confiança, a propósito. Sim.
Pergunta 6
LINDA: Mais uma pergunta?
ADAMUS: Sim.
LINDA: Última pergunta.
PERGUNTA 6 (lida por Linda): Por que eu não consegui criar o que eu
queria? Eu achava que sabia o que queria, mas nunca fui capaz de
fazer acontecer.
ADAMUS: Shaumbra? Shaumbra, sim.
LINDA: Estamos prontos?
ADAMUS: Sim, por favor. Microfone para... Como eu não pude criar o
que eu queria?
JOSHUA: Você criou o que queria, não o que achava que queria.
ADAMUS: Sim. Sim. Você criou o que queria. Só que não era o que você
achava que queria. Resposta brilhante. Resposta brilhante. E...
[Aplausos da plateia] ela [Linda] esqueceu de verificar meus bolsos
hoje. [Risadas e vibrações quando Adamus dá dinheiro para Joshua.]
Viu como é fácil criar? Então, obrigado.
Assim, Shaumbra, vamos respirar fundo.
LINDA: Não sou sua mãe pra ficar verificando seus bolsos.
ADAMUS: Vocês, a propósito, passaram no teste aqui. Respostas
brilhantes. Respostas fáceis e simples. Não foi fácil? E não
precisaram queimar demais a mufa pra saber. Por quê? Bem, vocês, na
verdade, já dão estas informações nesta coisa chamada Shoud há
muitos anos. Vocês estão realmente começando a viver isso agora.
Vocês estão realmente começando a trazer isso pra cá.
Assim, vamos respirar fundo enquanto passamos para... O nosso tempo
é limitado... Eles precisam partir.
LINDA: A propósito, as pessoas do programa Zona do Despertar talvez
não saibam que você, Adamus, deu a Joshua um prêmio de 50 dólares.
[Linda está se referindo à transmissão simultânea deste Shoud pela
rádio.]
ADAMUS: Eu não queria me gabar com relação ao que eu peguei no bolso
de Cauldre. Mas, sim, ele ganhou 50 dólares. O que posso dizer? O
que posso dizer? [Aplausos da plateia]
Vamos respirar fundo, enquanto passamos para a próxima parte, que
está amarrada à última pergunta.
Keahak
Então, por que vocês não conseguem criar o que querem? Bem, vocês
criam. A próxima pergunta é: Como vocês começam a entender o que
vocês querem?
Existe uma palavra antiga, uma palavra lemuriana, que vou usar aqui.
Vou usá-la por várias razões. Eu gosto dela, soa bem, tem boa
energia e, também, se eu usasse uma palavra corriqueira pra isso,
então, a coisa ficaria um pouco mental.
Vou pedir a vocês que sintam essa palavra. Pronuncia-se [escrevendo]
“key-hak” (“kirrak”). Não é legal? Podem falar. [Os Shaumbra repetem
a palavra.] Isso. Legal como dizer “merda”. Só que é “key-hak”!
[Risadas] “Key-hak”! É uma palavra lemuriana, o que não faz nenhuma
diferença, mas a origem é a palavra “hak”, que significa espírito em
ação, espírito em experiência. Hak. É uma palavra antiga, e vocês
precisam dizê-la como se escarrassem. Hak! Hak! Isso, hak, hak.
Significa espírito, não apenas um conceito de espírito, não o
espírito intelectual, mas o espírito em experiência e em movimento.
São vocês. São vocês. Isso é hak.
A outra palavra, “key”, significa... e essa não é, necessariamente,
a forma com que se soletra a palavra toda, mas “key“ significa
energia em ação. Antigamente... Key-hak soa talvez como uma palavra
havaiana, porque é lemuriana. Mas significa... juntando... [Ele
escreve de novo.] Keahak. Tem a ver com realmente entender como
atrair energia e tem a ver, em última instância, com o que é a
condição de criador. Tem a ver com entender como atrair energia.
Ouço um monte de conversa e um monte de perguntas dos Shaumbra sobre
a Lei da Atração. É um bom entendimento inicial acerca do que
acontece. Tenho um problema, bem, aproximadamente oito problemas,
mas um é mais importante, com relação a isso. Que problema seria
esse?
MULHER SHAUMBRA: Mental.
ADAMUS: Mental! Sim, mental. É mental. Não é que esteja errado. Só
quer dizer que este grupo precisa ter um entendimento um pouco
diferente do que realmente está acontecendo.
Quando vocês têm um pensamento, particularmente a projeção de um
pensamento, um pensamento consciente, ele atrai energia. Vou
transformar nosso bonequinho palito em um bonequinho gordinho. [Ele
desenha o bonequinho.] O outro era tão magrinho e esquálido...
então, este é o nosso humano. São vocês. É, um biscoito de gengibre
e... [Ele desenha um rosto.] Certo, um grande sorriso! Pronto.
Então, sim, eu me cansei de desenhar o bonequinho palito. Mas, na
verdade, este se parece um pouco mais com o que é a energia de
vocês. Não são apenas linhas retas. É... vocês são rechonchudos!
[Risadas] Em outras palavras, quero dizer que a energia de vocês, o
seu Corpo de Consciência, não é uma forma rígida. É uma forma
flexível. Ela está fluindo.
Criação
Então, aqui estão vocês, Bob, o gorducho, e... Isso é a consciência
[referindo-se ao Bob]. Vocês são a consciência, mesmo o seu corpo
físico. Vocês atraem energia pra vocês – [desenhando bolinhas ao
lado de Bob] estas pequenas formas de energia – o tempo todo. Vocês
estão fazendo isso agora mesmo, mas não estão conscientes. E isso
causa muita confusão, porque está acontecendo. Vocês estão criando
sua realidade, vocês estão criando uma realidade seja ela qual for –
uma realidade talvez de sofrimento ou de total imersão nesta
dimensão singular, o que não é muito natural, porque vocês realmente
são multidimensionais. Mas vocês a estão criando. A sua família, a
sua saúde, todo o resto, está sendo criado.
Mas de onde vem a criação? Esta é a pergunta. É a grande pergunta do
dia. De onde vem a criação? Vamos explorar isso, porque ela está
vindo de múltiplos lugares.
Vocês atraem pra vocês as energias que criam sua realidade a partir
da mente. [Ele escreve.] Chamaremos de Pensamento Mental. Não é
muito forte, muito potente. Vocês podem, aqui e agora, ter um
pensamento – um pensamento mental – e dizer que querem determinada
coisa. Pensem num relacionamento; alguns de vocês estão buscando
isso: “Eu quero um relacionamento. Estou pensando num
relacionamento. Estou vendo um relacionamento.” Isso não é muito
eficaz. Vocês conseguem uma pitada de energia pra começar a fazer a
coisa acontecer, mas não é algo muito dinâmico, não é muito potente.
É apenas um pensamento.
Se medissem seus pensamentos com um aparelho, ele se moveria só um
pouquinho, não muito. Muita frustração é gerada com o que ensinam
sobre a lei da atração ou outras modalidades, falando do poder da
mente, falando de controle mental. Isso é, na verdade, muito
ineficiente, muito arcaico e, em caso extremo, leva ao suicídio. É
verdade, porque vocês não satisfazem uma necessidade interna real.
Vocês ficam se enganando, deliberadamente. Vocês vão acabar num
enorme buraco negro e vão querer ir embora como alguns deles aqui
fizeram [referindo-se aos seis]. Bom, o pensamento mental tem uma
certa potência.
Há um outro nível, a emoção, que chamaremos de [escrevendo] Drama
Emocional, muito mais potente do que o pensamento mental. É o que
acontece na vida de quase todo mundo. É assim que a realidade está
sendo criada – a partir do drama emocional.
Se vocês lembram do que eu disse antes, a emoção é uma tentativa
esfarrapada da mente, uma tentativa artificial, pra sentir. A mente
sozinha realmente não consegue sentir. Não tem sentimentos, o que
significa que não tem percepções sensoriais, então, ela criou essas
coisinhas chamadas emoções pra fazer de conta que pode sentir, fazer
de conta que é ela que manda. As emoções não vêm do coração. Não vêm
do espírito, tampouco. Elas vêm daqui [da cabeça]. Mas esse é o
truque bizarro. Vocês acham que a mente é uma coisa e que as emoções
são outra coisa; na verdade, é tudo a mesma coisa.
Mas a consciência... não é bem a palavra certa, Cauldre... a
consciência artificial que vem do drama emocional encontra um jeito
de realmente atrair energia. Portanto, a mente, com seu subsistema
artificial de emoções, pensa: “Viu? As emoções são reais e eu tenho
muita emoção.” Porque ela consegue atrair quantidades enormes de
energia. As emoções atraem energia. O drama, que são as emoções a
todo vapor, realmente atrai energia. Por isso, tantas pessoas lançam
bombas de drama, porque traz um monte de energia. Um monte de
energia, e elas não podem viver sem isso.
Essa energia, então, chega... A energia, lembrem-se, está num estado
neutro. Ela fica em volta. Está vibrando no ar bem ao nosso redor
neste momento. É neutra. A energia está, basicamente, numa forma que
tem capacidades com potenciais positivos e negativos, e está pronta
pra se ligar à consciência e, então, criar a realidade. Ela
permanece nessa forma neutra até ser solicitada.
O drama e a emoção podem evocar uma enorme quantidade de energia,
que vem correndo para a sua vida e começa a criar a sua realidade. E
algo aqui dentro diz: “Bem, veja. Todas essas coisas estão
acontecendo. As energias estão em movimento.” Ah, estão se movendo,
sim, mas um carro também pode correr a 150 quilômetros por hora até
bater numa parede. Elas estão se movendo, mas o que acontece em
seguida, vejam bem... elas colidem.
Então, uma quantidade tremenda de energia é atraída pelo drama. E a
maioria das pessoas fica, literalmente, presa nessa condição
criadora, sem ter consciência disso. As pessoas vão de um choque
emocional a outro, de uma situação dramática a outra e, em algum
nível estranho, elas sentem que as coisas estão acontecendo. Bem,
estão, mas não de maneira consciente. Daí, muitos dizem: “Bem, não
sei como tudo isso funciona, por isso, eu me entrego ao destino e à
sorte.”
O destino e a sorte fazem parte das piores mentiras! E sabem quem
realmente cai nessa de destino e sorte? As pessoas espirituais, da
nova era, espiritualizadas, das igrejas. As religiões promovem o
inferno em nome do destino e da sorte, porque é muito ilusório e
muito... é assim: “Temos fé em algo que realmente não existe.” E é
fácil prender as pessoas nesse negócio de sorte e destino.
Isso não existe, a menos que vocês queiram. Não existe. Não há um
plano traçado previamente. Não tem nenhuma mão de Deus lá em cima
que está... Seria doentio. Eu não quero andar por aí com um Deus
doentio como esse. Seria como se houvesse um plano que vocês
desconhecessem e vocês fossem apenas uma marionete. Assim, a vida da
maioria das pessoas é criada a partir daqui [do drama emocional].
Depois, vem o próximo nível, que chamarei [escrevendo] de Coração
Verdadeiro. É aqui que vocês realmente começam a entrar nos
sentimentos verdadeiros. Muitos de vocês têm sentido isso,
ultimamente, esse saber profundo. E o coração verdadeiro só pode vir
daqui [do coração]. As energias do drama, da emoção, e a falsa
consciência, o pensamento mental, podem se misturar com as energias
dos demais. Mas o coração verdadeiro vem daqui [do coração].
O problema é que já faz tempo desde que vocês se mantinham no
coração verdadeiro. Já faz tempo desde que vocês olhavam pra dentro.
E vocês não confiam nisso. Vocês – os humanos em geral – ainda estão
muito propensos a receber as coisas de mão beijada, a ter as pessoas
dizendo o que podem ou não fazer. Então, esse é um recurso
subutilizado, mas está aí. E esse coração verdadeiro, como vocês
sabem, a partir de algumas experiências catárticas do despertar,
traz enormes, enormes quantidades de energia. Atrai enormes
quantidades de energia.
Vocês podem ter uma única experiência, e alterar completamente a sua
vida. Uma única experiência pode fazê-los pular do caminho que
estavam para um outro caminho, cair fora de uma vida que não era
destino, nem sorte, nem mesmo carma. Eram vocês pegando essa enorme
quantidade de energia, trazendo-a para a sua vida, agora, e
mudando-a.
Então, o coração verdadeiro atrai uma tremenda quantidade de
energia. É o que realmente traz a energia e que vou chamar de [ele
escreve] sua consciência ou seu Corpo de Consciência. É o seu
centro. É a sua essência. Mas as perguntas são: Como vocês
estabelecem contato com ele [o Corpo de Consciência]? O que ele é?
Onde ele está? Ele entende as suas necessidades humanas? Como vocês
o quantificam? Ele fala com vocês? Vocês falam com ele?
O seu Corpo de Consciência, a sua verdadeira consciência, pode
trazer energias que vocês nem mesmo podem avaliar no momento; trazer
qualquer coisa pra fazer qualquer coisa; pode atrair coisas que
mudarão a vida de vocês e a vida das pessoas ao redor, se elas
escolherem. Está além das palavras, quando chega nesse ponto, de
modo que é difícil expressar em palavras. Está além das palavras.
É.... é o conceito de keahak, que é a liberdade absoluta – liberdade
pra criar, liberdade pra trazer as energias sem nenhum esforço.
Já falei que, no final das contas, vocês não têm que se esforçar pra
nada. Por quê? Por quê? Vocês não devem se esforçar, mas alguns
ainda estão viciados no esforço. Enfim, não deve haver esforço. É a
pura consciência atraindo enormes quantidades de energia.
Assim, vamos às perguntas: Como entrar em contato com isso? Como ir
além da mente? Como ir além das emoções e do drama? Como entender o
que realmente vocês querem criar? Como entrar em todo esse fluxo
simples e belo de keahak e atrair as energias para o que vocês
querem?
Agora, eu me deparo aqui com um grande dilema, e não sei se vamos
conseguir terminar isto hoje. A mente interfere e começa a tentar
construir... [Risadas quando a porta se abre sozinha.] Ela tenta...
Foram eles que saíram, na verdade. [Risadas] Ela começa a querer
quantificar e a estruturar isso. A mente, com sua ótima programação,
diz: “Ah, sim, eu sei exatamente sobre o que Adamus está falando,
keahak.” Daí, ela não deixa vocês se abrirem, não abre a consciência
de vocês, pra isso; mantém como um conceito mental e brinca com
isso. E se sente bem. Ela diz: “Viu? Eu sei como fazer keahak,
porque eu ouvi a palavra.” E aí o negócio fica muito mental e vocês
não se abrem pra ele. Esse é um exemplo de makyo – dizer as
palavras, falar pra todo mundo sobre esse keahak, que é como a
consciência engloba ou atrai energia. Depois, vocês começam a tratar
desse assunto e a fazer uma espécie de crítica mental sobre ele. Já
perderam. Já perderam o keahak nessa altura.
Então, a mente, de certa forma, tem... ela não tenta trabalhar
contra vocês, por sinal. Nada disso. Mas foi treinada para fazer
essas coisas. Está amarrada à consciência de massa e essas camadas.
Mal consegue lidar com ela mesma. Quer, desesperadamente, ir além.
Desesperadamente. Quer expandir, ir além de si mesma.
Daí, quando vocês passam a comandar, quando vocês voltam e assumem a
responsabilidade por si mesmos e param de entregá-la para a sua
mente, quando vocês são uma alma encarnada, quando vocês fazem
escolhas e assumem a responsabilidade, a mente fica feliz. Era o que
ela queria o tempo todo. Ela não quer participar do velho jogo, de
jeito nenhum.
Assim, se vocês respirarem fundo neste momento... vamos fazer
juntos.
Como vocês passam a entender? Como vocês se reconectam com o seu
centro, com a sua essência? Como vocês colocam no coração verdadeiro
aquilo que realmente querem?
Necessidades Humanas
A outra coisa que se infiltra e confunde tudo são as necessidades
humanas. É óbvio que vocês têm necessidades humanas. Vocês têm a
necessidade de se alimentar, a necessidade de se vestir, de ter um
carro, uma casa e essas coisas todas. Então, as necessidades humanas
se intrometem e, na verdade, causam um monte de distração. É assim:
“Eu quero isso. Eu quero aquilo.” As necessidades humanas evocam
energia. As necessidades humanas se consideram muito boas pra evocar
energia, mas não são. Esse aspecto humano de vocês, o pequeno ser
humano, é muito, muito, muito cheio de vontades.
Juntando o cérebro ou a mente, juntando os seus aspectos
distorcidos, sim, vocês têm um bando de criadores muito ineficazes
trabalhando. Consomem um monte de energia, mas são muito, muito
ineficazes e atrapalham a compreensão do seu coração verdadeiro,
atrapalham a compreensão da sua consciência real.
Então, como vocês trabalham, como vocês lidam com essas necessidades
humanas que parecem interferir o tempo inteiro? O que vocês fazem?
Pisam em cima delas? [Alguém diz: “Respiramos.”] As necessidades
humanas não querem saber se vocês respiram a menos que sua cabeça
esteja debaixo d’água. [Risadas] Elas realmente não dão a mínima pra
respiração! Ou seja, suas necessidades humanas assumem que vocês vão
respirar.
Então, como vocês lidam com as necessidades humanas que estão
consumindo um monte de energia, que estão impedindo o coração
verdadeiro, a paixão real, de criar? [Edith pergunta:
“Transmutando-as?”] Não, não é, particularmente, transmutando-as.
Bom, elas acabarão sendo transmutadas, mas acho que a pergunta é:
Como vocês... Ou... [Alguém pergunta: “Fazendo uma escolha?”] Não é
bem isso. Fazer escolha é importante. É importante. Quando vocês
fazem uma escolha consciente, isso atrai muita energia, porque é
consciente e é uma escolha, e, de repente, isso passa a ser
prioridade, vem na frente das necessidades humanas. De repente, quem
sabe, é um desejo do seu coração verdadeiro. Vocês fazem uma
escolha. Isso põe a energia em movimento.
A maioria dos humanos não faz escolhas, como já dissemos, além da
cor da gravata e da caixa de cereal que vão comer de manhã. Não faz.
Quando vocês fazem uma escolha consciente, como cada um e todos
vocês já fizeram ao dizer: “Faço a escolha de conhecer Deus. Seja
ele o que for, seja o que for, estou fazendo essa escolha
consciente.” Isso puxou uma tremenda quantidade de energia pra
apoiar a realidade que os colocou no caminho que os trouxe até estas
cadeiras. A escolha consciente é muito importante.
Mas as necessidades humanas ainda estão aí, metendo o bedelho,
afastando, impedindo o verdadeiro criador, o criador consciente, de
trabalhar.
Como vocês lidam com as necessidades humanas? Pete?
PETE: Bem, eu envio uma intenção para o universo, pedindo ajuda para
minha cura.
ADAMUS: Sei.
PETE: E, depois, quando o universo responde, eu me rendo a essa
resposta.
ADAMUS: Isso gira em torno do makyo, sinto dizer. Mas tudo bem. É um
pouco complicado, Pete. Pete estava dizendo que ele envia uma
intenção para o universo e, então... [Ele comenta porque Pete estava
sem o microfone quando falou e ninguém ouviu o que ele disse.]
PETE: ... peço ajuda.
ADAMUS: Pede ajuda e, depois...
PETE: Depois, o universo me dará uma resposta.
ADAMUS: Sim.
PETE: E eu preciso me render a essa resposta, concordar com ela.
ADAMUS: Tudo bem. Primeiro, você esqueceu de você na equação, a não
ser na hora de pedir alguma coisa. Segundo, não gosto muito desse
negócio de intenção. Ou você faz ou não faz. Você não intenciona.
Você simplesmente cria. Ou seja, você simplesmente faz a escolha. E
estou usando você como um exemplo maravilhoso.
PETE: Obrigado.
ADAMUS: Porque... podemos pular uma etapa à frente. O universo já
está, já está dando a você, exatamente... Bem, o universo é energia.
A energia já está fluindo pra sua vida. A pergunta é: Você gosta do
que está acontecendo?
PETE: Ah-hã.
ADAMUS: Gosta?
PETE: Bem, às vezes, não, mas sei me render a isso.
ADAMUS: Tudo bem.
PETE: Eu aceito.
ADAMUS: Aceite a si mesmo, mas, se não gostar do que estiver
acontecendo, não se renda a isso. Isto é, mude isso! Faça uma
escolha. Faça uma escolha.
O “universo” – entre aspas – não o universo físico, mas a energia
que está aí fora é muito literal. É muito simples. A energia é, de
fato, burra. Ela é. Não tem inteligência na energia.
PETE: Não tem astúcia.
ADAMUS: Não tem astúcia e – bum! – é assim. Responde de maneira
simplista. E, se vocês acreditam na falta, vocês simplesmente vão
tê-la. A energia não quer saber. Ela não tem agenda. Está aí para
servi-los. Energia, toda energia, está aí pra servir vocês.
A maioria dos humanos não percebe isso. De algum modo, eles pensam
que eles estão aí pra servir a energia. Mas ela é muito literal. Se
vocês acreditam em pecado, ele vai existir. Vocês vão pecar. Se
acreditam que a experiência humana é uma droga, ela será. A energia
é muito literal. Não tem cérebro.
Então, quando você coloca a sua intenção lá fora para o universo,
ela vai voltar integralmente pra você a fim de apoiar não importa o
que for e como você se sinta como criador.
PETE: Gosto de lançá-la, alinhada com a presença ou a fonte, quando
procuro pela resposta.
ADAMUS: Certo. E a fonte está bem aí [apontando para Pete]. Não está
lá fora.
PETE: Correto.
ADAMUS: O universo não tem a resposta e a esconde de você. O
universo, o Campo, enviará energias pra apoiar o que quer que você
queira.
PETE: Que eu esteja buscando, certo.
ADAMUS: Que você esteja buscando. A questão é: O que você está
buscando? A questão é: Vocês sabem... Voltando às minhas velhas
perguntas: Vocês sabem o que vocês querem? Será que vocês sabem de
onde vocês estão atraindo a energia, evocando as energias? E a
resposta é não. A resposta é não.
Vamos tratar mais disso em nosso próximo encontro. Estamos apenas
começando. Não é... nós iremos mais fundo nisso em nosso próximo
encontro. Mas é esse processo todo de keahak. Keahak é a maneira...
é a palavra antiga que representa de que maneira qual parte de vocês
está conectando e trazendo as energias.
E as energias, novamente, Pete, não têm inteligência; têm um papel
de coadjuvante. Lá fora no universo não há uma inteligente superior
a de vocês. Em lugar nenhum. Vocês podem procurar pelo cosmos, que
não existe inteligência superior. Não estou falando da mente; estou
falando da alma. Não há.
Vocês podem encontrar a Fonte um dia. Vocês vão olhar pra ela e
dizer: “Meu Deus, sou eu!” [Algumas risadas] Todo ser que já conheci
e que se encontrou com a Fonte acaba sempre dizendo: “Parece
exatamente comigo. Age exatamente como eu. Sou eu!! Meu Deus, por
que não me disseram isso antes?” Nós dissemos. Ah, nós dissemos e
vamos continuar dizendo.
Assim, em nosso próximo encontro, vamos falar mais sobre keahak.
Quero que vocês sintam essa palavra e não se prendam a ela, mas
sintam – consciência atraindo energia – e falaremos como as coisas
são diferentes agora com a Nova Energia. A Nova Energia é
consideravelmente diferente da Velha Energia. Como a Nova Energia
entra nisso.
E, em nosso próximo encontro, vamos respirar, permitir isso, e vamos
ter uma experiência pra conectar a consciência do coração verdadeiro
de seu Corpo de Consciência à Nova Energia.
Assim, respirem fundo.
Queridos amigos, passamos mais um dia fantástico, movimentando muita
energia, tratando de muitos negócios, nos divertindo, cutucando cada
parte de vocês. Cutucando cada parte.
E, se essa dúvida acabar surgindo em algum momento entre hoje e
nosso próximo encontro, parem um instante e lembrem-se da premissa
básica e muito simples de que tudo está bem em toda a criação e,
portanto, Eu Sou o que Sou.
Com isso, queridos amigos, até a próxima. Adiós. |